Publicado 30/01/2026 08:10

A inteligência artificial determinará a competitividade das empresas espanholas em 2026, alerta a AI-Network

Encontro Congresso de Diretores de IA 2025
AI NETWORKS

MADRID 30 jan. (Portaltic/EP) - A inteligência artificial tornou-se um dos principais vetores de competitividade para as empresas, mas seu verdadeiro impacto não virá apenas pela adoção tecnológica, mas pela capacidade das organizações de transformar seus modelos de negócios, seus processos e sua cultura. De cara para 2026, o desafio não é mais experimentar, mas escalar, governar e gerar valor real a partir da IA. “Estamos entrando em uma nova fase em que a inteligência artificial deixa de ser um laboratório de testes para se tornar uma infraestrutura estratégica do negócio”, afirma Tomás Martínez Buero, presidente da AI-Network. “As empresas que compreenderem isso e apostarem em uma integração consciente, responsável e alinhada com seus objetivos terão uma clara vantagem competitiva em relação às que permanecerem em pilotos ou usos isolados”, acrescentou. Segundo Martínez Buero, um dos grandes aprendizados do mercado é que a tecnologia, por si só, não garante resultados. “A chave está na liderança. A IA exige novas estruturas de governança, decisões estratégicas claras e um envolvimento direto da alta administração. Em 2026, veremos como as empresas mais avançadas são aquelas que colocaram a IA na agenda do comitê de direção, não apenas na área tecnológica", explica o executivo. Neste contexto, a colaboração entre empresas, especialistas e administrações públicas surge como um fator determinante. “A Espanha tem uma enorme oportunidade se for capaz de combinar talento, regulamentação inteligente e colaboração público-privada. A IA não se trata apenas de eficiência; trata-se de construir modelos mais resilientes, sustentáveis e competitivos”, acrescenta o presidente da AI-Network.

Por sua vez, Juan Antonio Sáez, secretário da associação, diretor de Projetos e Relações com Empresas da AI-Network, sublinha que um dos grandes desafios para os próximos anos será passar do discurso à execução: “Muitas organizações já estão conscientes do potencial da IA, mas ainda existe uma lacuna entre a ambição e a realidade. O foco em 2026 será em como escalar casos de uso, como integrar a IA em processos críticos e como medir seu impacto em termos de negócios”. Sáez também destaca a importância de preparar as pessoas para essa mudança. “A adoção da IA não é apenas tecnológica, é humana. As empresas que investirem em formação, literacia digital e acompanhamento do talento serão as que realmente conseguirão aproveitar as oportunidades. A IA bem utilizada aumenta a produtividade, melhora a tomada de decisões e liberta tempo para tarefas de maior valor”, acrescenta.

Quanto às tendências que marcarão o curto prazo, Sáez aponta para uma maior atenção em aspectos como governança, qualidade dos dados e segurança, e reitera que se avança “para um cenário em que a IA será cada vez mais transversal e, portanto, mais crítica”. “A confiança, a ética e a conformidade regulatória serão elementos diferenciadores, não freios ao crescimento”, conclui.

AI DIRECTORS CONGRESS 2025 Estas reflexões estão em linha com as conclusões tiradas do AI Directors Congress 2025, o encontro anual organizado pela AI-Network, que reuniu em Madrid mais de 160 executivos de empresas líderes para debater o presente e o futuro da inteligência artificial aplicada aos negócios.

O congresso, realizado no espaço CO Studio da Prosegur, contou com a participação de altos executivos, especialistas e representantes institucionais, entre eles a diretora geral de Inteligência Artificial, Aleida Alcaide, e abordou o impacto da IA em áreas-chave como marketing e vendas, operações, finanças, recursos humanos, jurídico e infraestrutura tecnológica.

O evento consolidou a AI-Network como a associação profissional de referência em inteligência artificial na Espanha e encerrou sua edição com a entrega dos Prêmios AI-Network, que reconhecem os projetos corporativos mais destacados do ano, bem como com a publicação do livro 'AI Directors Sessions', um guia prático para executivos que lideram a transformação digital impulsionada pela IA.

O evento contou com o patrocínio da Prosegur, Orange Empresas, ElevenLabs, Mätica Partners, Decide4AI, Berocam, Axicom, HPE, HP, Innova-tsn e Sellcom; com os mediapartners Codemotion e Digital Innovation News; e com a colaboração da IFAES e da aDics.

A inauguração ficou a cargo de Aleida Alcaide, diretora-geral de Inteligência Artificial na Secretaria de Estado de Digitalização e Inteligência Artificial do Ministério para a Transformação Digital e da Função Pública, e o dia terminou com a entrega dos Prémios AI-Network, que reconhecem os projetos corporativos mais destacados do ano.

Durante sua intervenção, Alcaide destacou a importância de manter um diálogo constante com o setor empresarial e lembrou que já foram realizadas várias reuniões com a Diretoria da AI-Network. “A colaboração público-privada é absolutamente essencial para avançar na implantação de uma tecnologia tão disruptiva como a inteligência artificial”, afirmou. A diretora-geral alertou que as empresas que não incorporarem a IA em seus processos podem perder competitividade no contexto atual: “Os benefícios da IA são muito amplos”. De acordo com os dados apresentados, a adoção da IA em empresas espanholas com mais de 10 funcionários passou de 12,4% no primeiro trimestre de 2024 para 21,1% no mesmo período de 2025. “Em apenas um ano, a adoção cresceu quase dez pontos. O crescimento será, como esperávamos, vertiginoso”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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