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MADRID 29 set. (EUROPA PRESS) -
Fatores como insônia ou dependência digital em pessoas com deficiência podem aumentar seu isolamento social, o que, por sua vez, tem um impacto "significativo" no sentimento de solidão que elas experimentam. Mais de um milhão de pessoas com deficiência na Espanha vivem sozinhas, de acordo com dados da Pesquisa sobre Deficiência, Autonomia Pessoal e Situações de Dependência (EDAD Homes 2020).
Isso foi destacado durante uma conferência organizada pela Associação Convives con Espasticidad, na qual pessoas com deficiência ofereceram suas próprias histórias, acompanhadas pela visão de alguns especialistas, e na qual também foi apresentada a extensão do módulo 'Ilusionate again with your life' da Online School of Active Coping with Disability.
O psicólogo e médico de família Darío Fernández destacou que o sono é uma necessidade "vital", por isso recomendou pensar no "melhor momento" vivido durante o dia ao ir dormir, bem como "imaginar qual será o melhor momento" do dia seguinte.
Em seguida, ele alertou sobre os sinais e perigos do vício em novas tecnologias, justamente um dos assuntos abordados no módulo mencionado.
A presidente da Convives con Espasticidad e da Fundação homônima, Claudia Tecglen, enfatizou a importância de o ambiente da pessoa com deficiência lembrar-se das "virtudes" da pessoa e dar-lhes oportunidades.
"Ter esperança é partir em busca de algo melhor. Essa atitude muda nosso corpo e o predispõe a ser e viver melhor", disse o Dr. Enric Armengou, psiquiatra especializado em prevenção de suicídio.
Ele também destacou a importância de "aceitar a si mesmo", estabelecer vínculos reais com as pessoas ao nosso redor e ter "projetos vitais".
Da mesma forma, o sociólogo Luis Bascones nos lembrou que a dor crônica, a solidão indesejada, os estereótipos e o isolamento social são fatores de risco para o suicídio de pessoas com deficiência.
"A mente é mais cruel do que a realidade (...) A noite pode ser sua inimiga se você não souber como parar seus pensamentos", acrescentou Bascones, em relação à importância de ter pensamentos positivos quando se trata de adormecer.
A conferência, que teve o apoio da Fundação "la Caixa", da Fundação A.M.A. e da Fundação Ibercaja, também contou com o testemunho de um dos embaixadores da Fundação Claudia Tecglen, Alberto Torres, também ex-participante da Escola de Coping Convives do Hospital Niño Jesús, que falou sobre a dificuldade de aceitar algumas situações devido à deficiência que sofre.
"Eu sonhava em ser jogador de futebol, até que percebi que minha deficiência não me permitiria fazer isso. Hoje sou treinador", enfatizou durante seu discurso.
Por sua vez, a ativista e assistente social Rocío Molpecerés, também embaixadora da Fundação Claudia Tecglen, enfatizou que terminar sua graduação em Serviço Social foi o que "lhe deu força e autoestima" para provar a si mesma que podia competir em igualdade de condições nesta sociedade.
David Aguarón, paciente com lesão medular, detalhou como sua vida mudou após um acidente esportivo e como a Escola o ajudou nesse processo, e enfatizou a importância de pedir ajuda psicológica quando necessário.
Por fim, o palestrante sobre comunicação aumentativa, Miguel Camacho, enfatizou a importância de manter as rotinas diárias e enfrentar cada dia "com entusiasmo".
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