Marcos Moreno - Europa Press
MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -
O Instituto Nacional de Gestão Sanitária (Ingesa) negou “categoricamente” ter proferido qualquer ameaça ou exercido coação contra profissionais de saúde por descreverem a situação dos serviços de assistência médica em Ceuta, em decorrência da crise migratória que a cidade autônoma vem enfrentando desde o dia 30 de julho.
“Diante das informações publicadas nas últimas horas sobre supostas ameaças a profissionais de saúde, o Ingesa nega categoricamente que a Diretoria da Área de Saúde tenha ameaçado, coagido ou intimidado qualquer funcionário por expressar sua opinião sobre a situação dos serviços de saúde”, informou o Instituto nesta quinta-feira em um comunicado, divulgado pela Europa Press.
A Ingesa ressalta que respeita “plenamente” o direito dos profissionais, de seus representantes sindicais e das organizações profissionais de expressar suas opiniões, preocupações ou divergências; alegando que “o diálogo com o quadro de funcionários e seus representantes é parte essencial do funcionamento da Área de Saúde”.
“Posso garantir que não haverá represálias contra nenhum profissional por falar com a mídia ou expressar publicamente sua opinião. Além de ser improcedente e ilegal, isso seria incompatível com uma organização na qual profissionais de diferentes orientações se manifestam livremente em diversos meios de comunicação”, afirmou o presidente da Ingesa, Javier Padilla.
Nesse contexto, o Instituto advertiu que “se defenderá contra qualquer boato ou informação manifestamente falsa”. “Foi o que ocorreu quando uma profissional divulgou uma afirmação falsa e, após ter sido informada de que a informação não correspondia à realidade, ela a retirou”, acrescentou, garantindo que também “defenderá a privacidade e os direitos dos pacientes contra a divulgação de fotografias de pessoas internadas com o rosto visível sem sua autorização”.
Da mesma forma, a Ingesa transmitiu “seu reconhecimento e agradecimento a todos os profissionais da área da saúde e de outras áreas que, desde o início desta situação extraordinária, vêm realizando um enorme esforço para garantir o atendimento às pessoas assistidas e manter as atividades de saúde voltadas para toda a população de Ceuta”.
“A pressão assistencial e as exigências dessas semanas exigiram uma resposta extraordinária. Essa capacidade de resposta não seria possível sem o profissionalismo, a dedicação e o compromisso dos médicos, da equipe de enfermagem, dos auxiliares de enfermagem, dos técnicos, dos auxiliares de enfermagem, do pessoal administrativo, dos serviços gerais, do 061, do SUAP, da Atenção Primária e do Hospital Universitário”, afirmam.
No entanto, o Instituto destacou que “continuará reforçando os recursos enquanto for necessário e trabalhando em conjunto com seus profissionais com um objetivo comum: garantir o melhor atendimento de saúde possível em Ceuta”.
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