Publicado 22/05/2026 08:03

A infraestrutura legada é um obstáculo para as iniciativas de IA em 47% das organizações na Espanha e na América Latina

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UNSPLASH/CC/ARLINGTON RESEARCH

MADRID 22 maio (Portaltic/EP) -

Cerca de metade das organizações na Espanha e na América Latina considera que sua infraestrutura “legacy” as impede de expandir suas iniciativas de inteligência artificial, o que levou à demanda por abordagens integradas que combinem IA, segurança cibernética e “cloud”.

A discussão sobre Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma aspiração, mas, para muitas grandes organizações na Espanha e na América Latina, o desafio não é decidir se devem apostar na IA, mas sim se conseguem fazê-lo.

Isso se deve ao fato de que os CIOs enfrentam uma limitação estrutural: sistemas projetados para outra era que hoje condicionam a velocidade da transformação, conforme se depreende da análise da Kaze Technologies, baseada na visão de mais de 70 líderes de TI (nível C) de setores como bancos, energia ou telecomunicações de empresas da Espanha e da América Latina.

Os resultados, reunidos no relatório “Kaze IT Readiness Observatory 2026: A lacuna de execução da IA”, indicam que a IA já é uma prioridade (79%), mas a discussão evoluiu para como operá-la sem comprometer os negócios.

Nesse novo contexto, a infraestrutura surge como um limite operacional para 47% das organizações, devido às barreiras que representam as migrações complexas, a dependência de sistemas "core" e a dívida técnica acumulada, que retarda qualquer iniciativa.

O foco passou de experimentar com inteligência artificial para garantir tempo de atividade, resiliência e segurança, especialmente em ambientes críticos e industriais. Da mesma forma, destaca-se que a falta de integração entre plataformas gera ineficiências, aumenta o risco e eleva os custos operacionais.

Como consequência, o mercado está deixando para trás as decisões isoladas. 45% dos CIOs já exigem abordagens integradas que combinem IA, segurança cibernética e nuvem em uma única pilha operacional, capaz de sustentar tanto a escalabilidade quanto a resiliência.

Essa mudança também se reflete nas prioridades operacionais, já que 37% das empresas já apostam no monitoramento preditivo para antecipar falhas e reduzir a intervenção manual, enquanto a segurança cibernética (57%) se consolida como condição imprescindível para qualquer iniciativa digital.

Paralelamente, os mercados mais maduros, como Espanha e Colômbia, já deslocaram o foco para a governança da IA, a observabilidade avançada e as transformações de infraestrutura em grande escala, enquanto outros países, como Chile ou Peru, avançam em fases mais iniciais de modernização. Nesse contexto, a Kaze Technologies indica que a lacuna já não está na ambição tecnológica, mas na capacidade real de execução.

Como conclusão, o diretor executivo e presidente da Kaze Technologies, Alberto Mingo, enfatizou que “o problema que muitas empresas enfrentam não é a falta de visão, mas a impossibilidade de executar. Não é possível escalar a IA em infraestruturas que não estão preparadas para operar com dados, segurança e continuidade em tempo real”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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