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MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -
Um estudo realizado por uma médica residente (MIR) em Medicina Familiar e Comunitária, e que foi premiado pela Sociedade Espanhola de Médicos Gerais e de Família (SEMG), destacou o impacto das desigualdades de gênero na saúde das mulheres da zona rural.
Este trabalho, intitulado “Discriminação das mulheres no meio rural” e realizado pela Dra. Zaira Santa Gómez, que recebeu o “Prêmio Carlos López Madroñero de Melhor Apresentação Oral Original” no 32º Congresso Nacional dessa sociedade científica, realizado recentemente na cidade asturiana de Oviedo, também analisou como os determinantes sociais condicionam a saúde dessas mulheres.
O objetivo dessa apresentação foi “dar visibilidade a uma realidade que continua a ter um impacto significativo na saúde”, indicou sua autora, que também estudou o papel desempenhado pela Atenção Primária na detecção dessas situações. “O ambiente rural apresenta características próprias que podem fazer com que certas desigualdades passem mais despercebidas”, explicou ela.
FATORES QUE INFLUEM
Nesse contexto, ela destacou que “a discriminação sofrida por muitas mulheres no meio rural tem um impacto direto em sua saúde física, mental e social”. Isso é influenciado por fatores como o isolamento geográfico, a sobrecarga de cuidados, a dependência econômica, as dificuldades de acesso a recursos e os estereótipos de gênero, os quais aumentam a vulnerabilidade e condicionam a assistência.
“A principal conclusão é que o local onde se vive e o gênero continuam sendo fatores determinantes para a saúde”, ressaltou Santa Gómez, que, por isso, defende “uma abordagem integral com perspectiva de gênero” e destaca o papel da Atenção Primária “por sua proximidade, continuidade assistencial e capacidade de identificar necessidades que, em muitas ocasiões, permanecem ocultas”.
No entanto, ela afirmou que “a necessidade de incorporar a perspectiva de gênero, reconhecer os determinantes sociais e adaptar a assistência às características da população é comum a qualquer centro de saúde”. “A partir do consultório de Atenção Primária, temos uma oportunidade única de detectar desigualdades, ouvir ativamente e agir com uma visão integral”, concluiu.
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