ANDRII LYSENKO/ ISTOCK - Arquivo
MADRID 11 mar. (EUROPA PRESS) -
A especialista em Medicina Interna e Gerente Médica de E-Health da Cigna Healthcare Espanha, Daniela Silva, considera “fundamental” identificar e tratar a tempo o medo irracional e incontrolável de dormir, conhecido como sonofobia ou hipnofobia, antes que se consolide um padrão de sono fragmentado que comprometa a qualidade do descanso de forma persistente.
“Quem sofre de sonofobia percebe o sono como um momento de estresse em vez de descanso”, explicou Silva sobre essa condição pouco frequente, que gera ansiedade na pessoa ao pensar em ir para a cama por medo de pesadelos, de não acordar ou de que algo ruim aconteça durante o sono.
“Essa interpretação faz com que o cérebro ative sistemas de alerta justamente quando o organismo deveria se preparar para se recuperar, alterando os processos biológicos do descanso e dificultando a regulação emocional e a recuperação física”, detalhou a especialista. A sonofobia geralmente causa respiração ofegante ou sensação de falta de ar ao deitar, impedindo que o corpo alcance o estado de calma necessário para iniciar o sono. Também pode aumentar a liberação de adrenalina e cortisol, gerando sudorese excessiva, tremores e palpitações.
Entre as manifestações desse medo também se encontra a ansiedade antecipatória, que mantém o cérebro em estado de alerta e também pode provocar náuseas, peso no estômago ou mal-estar abdominal antes de dormir. Por isso, a pessoa tende a adiar a hora de se deitar, o que repercute na falta de descanso e perpetua o problema.
Da mesma forma, pensamentos catastróficos, como não acordar ou sofrer algum problema durante o sono, geram uma hipervigilância constante, mantendo o cérebro em um estado de alerta cognitivo que dificulta o relaxamento necessário para iniciar o sono. Também altera a consolidação das fases REM e profundas, fundamentais para a reparação física, a regulação emocional e a memória.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático