Publicado 28/05/2025 07:34

Identificando o comprometimento cognitivo e a incapacidade associados à inflamação crônica, desafios na esclerose múltipla

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ROMASET/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 28 maio (EUROPA PRESS) -

A identificação precoce do comprometimento cognitivo e da incapacidade física associados às fases inflamatórias crônicas da esclerose múltipla serão dois dos principais desafios relacionados a essa doença na próxima década.

Foi o que afirmou o Dr. José Meca Lallana, chefe da Seção de Neurologia do Hospital Virgen de la Arrixaca, em Múrcia, em entrevista à Europa Press por ocasião do Dia Mundial da Esclerose Múltipla, comemorado em 30 de maio.

O comprometimento cognitivo está presente desde os estágios iniciais da doença em uma alta proporção de pacientes e pode afetar até 80% deles, "que veem uma redução em seu desempenho profissional e acadêmico, em sua capacidade econômica e em suas relações sociais e familiares", diz o especialista.

O Dr. Meca explica que a esclerose múltipla tem um lado agudo, na forma de surtos, e um lado crônico. "Atualmente, temos medicamentos altamente eficazes para o lado agudo, mas temos poucas opções terapêuticas para reduzir a incapacidade causada pela inflamação crônica", lamenta.

UMA DOENÇA RELATIVAMENTE COMUM

A esclerose múltipla afeta cerca de 55.000 pessoas na Espanha, o que a torna uma doença relativamente comum, com cerca de 2.500 novos casos diagnosticados a cada ano. Como os primeiros sintomas são muito inespecíficos e podem ser confundidos com outras patologias, o diagnóstico precoce é muito difícil.

O Dr. Meca adverte que um atraso no diagnóstico significa um atraso no início do tratamento "e é justamente o tratamento precoce que tem se mostrado uma das estratégias mais eficazes para o controle da doença".

Nesse sentido, o especialista lembra que diferentes estudos demonstraram que o uso de medicamentos altamente eficazes em pacientes com prognóstico ruim melhora significativamente o prognóstico. "Os novos tratamentos altamente eficazes significaram uma mudança no paradigma da abordagem terapêutica da esclerose múltipla", acrescenta.

MONITORAMENTO COM TECNOLOGIAS DIGITAIS

Embora o monitoramento clínico e radiológico continue sendo essencial, o Dr. Meca explica que o uso de tecnologias digitais, como aplicativos móveis e dispositivos portáteis, facilita o monitoramento remoto e a coleta de dados em tempo real.

"Muitos pacientes já os utilizam para avaliar sua capacidade de andar, por exemplo, e esses dados são transferidos para nós na sala de consulta e são de grande valor para o clínico", enfatiza o especialista.

O Dr. Meca também destaca a incorporação à prática clínica de dois biomarcadores que "têm se mostrado de grande valor para estabelecer o prognóstico da doença e o grau de resposta ao tratamento". Em sua opinião, esses biomarcadores complementam os dados clínicos e radiológicos e facilitam a tomada de decisões terapêuticas para os pacientes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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