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MADRID 26 jan. (EUROPA PRESS) - Pesquisadores da Universidade Complutense de Madri e do Nirakara Lab, em colaboração com o Instituto de Biotecnologia (BTI) de Vitoria-Gasteiz (País Basco), identificaram uma micropausa que ocorre após cada expiração e que pode estar relacionada a sintomas de depressão e satisfação com a vida.
O estudo, publicado na revista Cerebral Cortex, revela que essa pausa pós-espiratória está intimamente ligada às redes cerebrais responsáveis pelo processamento das emoções. Para chegar a essa conclusão, os cientistas avaliaram o comportamento cerebral durante o ciclo respiratório de 46 adultos saudáveis por meio de técnicas avançadas de magnetoencefalografia (MEG). “Respiramos cerca de 20.000 vezes por dia sem perceber. Agora sabemos que cada uma dessas respirações contém informações sobre como nos sentimos”, explicou a co-investigadora principal do estudo, Nazareth Castellanos. A investigação, que também contou com a colaboração da Harvard Medical School (Estados Unidos), abre a porta para compreender a razão pela qual as técnicas de meditação ou certos exercícios respiratórios melhoram o estado de espírito. Além disso, permitirá explorar o desenvolvimento de ferramentas de monitoramento da saúde mental mais simples e acessíveis. “Não só fornece uma nova forma de entender o cérebro, mas também uma ferramenta potencial para melhorar a saúde mental, algo especialmente relevante nos tempos atuais”, destacou o diretor do Nirakara Lab e co-investigador principal do estudo, Gustavo G. Díez.
“Todos sabemos que, quando algo nos assusta, tendemos a bloquear a respiração. O que agora podemos ver é essa interação entre a respiração e o cérebro. É como ter uma janela, através da respiração, para o mundo interno das pessoas”, observou o diretor do C3N, laboratório de Neurociência Cognitiva e Computacional da Complutense, Fernando Maestú.
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