Publicado 21/05/2026 09:44

Identificam um mecanismo que relaciona os efeitos das doenças associadas ao envelhecimento

'Gerociência: medicina regenerativa e longevidade'
UCAM

MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -

O professor de Biologia do Desenvolvimento da Universidade Católica San Antonio de Múrcia (UCAM), Juan Carlos Izpisúa, revelou que uma nova pesquisa permitiu identificar que a perda de identidade das células é um fator relevante na progressão da doença e no envelhecimento.

Especificamente, trata-se de uma pesquisa da Altos Labs, fundada por Izpisúa, em colaboração com a UCAM. O estudo identifica a chamada “deriva mesenquimal” (mesenchymal drift) como uma possível origem da inflamação e da fibrose, após analisar um grande número de doenças humanas nas quais foi observada uma desregulação comum.

“Essa constatação permitiu verificar que o efeito é independente do modelo de doença que usamos. Por isso, nossa intenção não é levar as células adultas ao seu estágio embrionário, mas ajustar a identidade daquelas que perderam sua especialização”, explicou Izpisúa em uma palestra na Real Academia Nacional de Medicina da Espanha, por ocasião da apresentação da Cátedra de Gerociência da UCAM.

É nisso que consiste a reprogramação celular parcial, a tecnologia que o cientista publicou há alguns anos e cujos últimos avanços ele apresentou: “Aplicando de forma controlada os fatores de Yamanaka, podemos restabelecer a identidade celular”.

O cientista afirmou que “se forem desenvolvidas tecnologias que consigam deter esse ‘desvio mesenquimal’, talvez seja possível melhorar a progressão inicial e o possível tratamento das doenças”.

Em sua intervenção, Izpisúa afirmou que está sendo realizado um teste de conceito no Hospital Clínic de Barcelona com modelos de doença renal em animais, bem como órgãos doados para transplantes que foram descartados devido à sua deterioração, com o objetivo de recuperar sua funcionalidade, e estão sendo obtidos resultados iniciais muito promissores.

CÁTEDRA DE GEROCIÊNCIA DA UCAM

Esta iniciativa, dirigida pelo Dr. José Viña, tem como objetivo aprofundar o estudo do envelhecimento e das doenças a ele associadas.

Segundo informações, a sinergia entre diferentes linhas de pesquisa ligadas ao envelhecimento e à medicina regenerativa servirá para proporcionar uma nova abordagem analítica sobre os mecanismos biológicos que favorecem as doenças crônicas relacionadas à idade.

Por meio desta Cátedra, a UCAM busca também formar pesquisadores, contribuir para a geração de conhecimento e impulsionar projetos que possam ser transferidos para a sociedade. O objetivo: prolongar a qualidade de vida e a saúde, preservando a autonomia, a funcionalidade e a vitalidade dos idosos por meio de técnicas médicas preventivas e personalizadas.

Nessa linha, a aplicação clínica da reprogramação celular parcial apresentada por Izpisúa contribuirá para explorar novas estratégias de reparo de tecidos, com o objetivo de retardar os processos degenerativos e a deterioração funcional.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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