Publicado 05/01/2026 06:43

Identificados novos fatores biológicos envolvidos no crescimento do aneurisma da aorta abdominal

Ilustração científica sobre aneurisma da aorta abdominal e calcificação vascular usada para fins educacionais.
USC

MADRID 5 jan. (EUROPA PRESS) -

Uma equipe internacional de pesquisadores europeus publicou um estudo no Journal of Molecular Medicine que fornece novas pistas para a compreensão do crescimento inicial do aneurisma da aorta abdominal, uma doença cardiovascular grave e potencialmente fatal.

O aneurisma da aorta abdominal é uma dilatação anormal da artéria principal do corpo e geralmente evolui silenciosamente. Sua ruptura tem uma alta taxa de mortalidade, portanto, melhorar a capacidade de prever sua evolução é um dos grandes desafios da medicina cardiovascular.

Os principais fatores de risco cardiovascular associados ao aneurisma da aorta abdominal incluem idade avançada (acima de 65 anos), gênero masculino, tabagismo e índice de massa corporal (IMC) mais alto.

O estudo analisa amostras de sangue de pacientes europeus e mostra que a atividade da fosfatase alcalina circulante e a degradação do pirofosfato - uma molécula que protege contra a calcificação das artérias - estão associadas ao crescimento precoce do aneurisma da aorta abdominal. Os resultados revelam uma relação inversa entre a degradação do pirofosfato no sangue e o crescimento do aneurisma, sugerindo que determinados processos de calcificação podem desempenhar uma função moduladora ou potencialmente estabilizadora na parede da aorta em alguns pacientes, embora sejam necessários mais estudos para confirmar isso. Pesquisa internacional.

O trabalho foi desenvolvido em colaboração com centros de pesquisa e hospitais na Dinamarca e na Espanha, usando dados de uma coorte europeia de base populacional, e foi cientificamente liderado pela Universidade de Santiago de Compostela. "Atualmente, o acompanhamento de pequenos aneurismas baseia-se quase exclusivamente em exames de imagem. Nossos resultados abrem a porta para a identificação de processos biológicos mensuráveis no sangue que poderiam ajudar no futuro a prever sua evolução", explica Ricardo Villa-Bellosta, pesquisador principal do estudo.

Atualmente, a cirurgia é o único tratamento capaz de evitar a ruptura do aneurisma, mas ela só é indicada quando a dilatação atinge um tamanho grande. Para aneurismas pequenos, o monitoramento periódico é a única opção clínica. Nesse contexto, o estudo publicado no Journal of Molecular Medicine fornece uma base científica para o desenvolvimento futuro de biomarcadores sanguíneos para melhorar a estratificação de risco e o acompanhamento personalizado de pacientes com aneurisma da aorta abdominal.

Os autores enfatizam que, embora este seja um estudo piloto, os resultados justificam outros estudos clínicos em larga escala para confirmar essas descobertas e avaliar sua possível aplicação clínica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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