Publicado 27/05/2026 06:25

A idade pulmonar dos fumantes espanhóis é 16 anos maior do que sua idade biológica, segundo um estudo

Archivo - Arquivo - Cinzeiro, tabaco, fumar
RATTANKUN THONGBUN/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -

Os pulmões dos fumantes na Espanha envelhecem a um ritmo mais acelerado, apresentando uma idade pulmonar média 16 anos superior à sua idade biológica, de acordo com os resultados de um relatório publicado pela Adamed.

No âmbito do Dia Mundial Sem Tabaco, a empresa apresentou este estudo, no qual participaram um total de 1.595 pessoas na Espanha. Conforme explica a Adamed, o conceito de idade pulmonar, base desta campanha, foi desenvolvido principalmente para expressar os resultados de uma espirometria de maneira fácil e compreensível para os pacientes, com o objetivo de incentivá-los a mudar seu comportamento em relação ao tabagismo.

O objetivo do trabalho foi conhecer a idade pulmonar desse grupo populacional, um indicador que mede a funcionalidade dos pulmões em comparação com o que é considerado normal para a idade biológica do paciente.

A idade biológica média dos participantes é de 54,4 anos. No entanto, sua idade pulmonar média chega a 70,2 anos, o que evidencia uma importante deterioração da função respiratória associada ao tabagismo. Além disso, a análise revela que 80,53% dos fumantes apresentam funcionalidade pulmonar alterada. Quanto ao perfil dos entrevistados, 55,17% são mulheres e 44,83% homens.

Essa iniciativa, além disso, evidencia o grau de dependência dos fumantes, já que quase 70% dos entrevistados acendem seu primeiro cigarro na primeira meia hora após acordarem: 25,33% o fazem nos primeiros 5 minutos e 43,70% entre 6 e 30 minutos.

Nesse contexto, o médico de família e coordenador do Grupo Nacional de Tabaco da SEMERGEN, Raúl de Simón Gutiérrez, alertou que “o tabaco é um dos produtos com maior carga de toxicidade, que coloca em risco os fumantes e as pessoas ao seu redor expostas à fumaça passiva do tabaco”.

O especialista insiste que “essa doença apresenta períodos de recaída que exigem múltiplas intervenções e assistências por parte dos sistemas de saúde, onde uma abordagem global, que envolva médicos especialistas, enfermeiros, dentistas, entre outros, é imprescindível devido ao caráter transversal do tabagismo”.

Além disso, o relatório destaca que o consumo médio de tabaco é de 18,9 cigarros/dia, com uma duração média do consumo de aproximadamente 30 anos.

“Parar de fumar é a intervenção mais eficaz para prevenir a deterioração pulmonar”, declarou o médico generalista e de família, coordenador do Grupo Nacional do Tabaco e membro do Grupo Respiratório da SEMG, Manuel Niño.

Nesse sentido, ele lembra os sintomas associados a uma função pulmonar alterada, entre os quais se encontram: dificuldade para respirar e para caminhar, aumento da tosse e da expectoração, entre outros. Ele lembra, assim, que “muitos pacientes vão se acostumando com isso, associam-no à idade” e, por fim, veem “suas atividades diárias limitadas, o que piora sua qualidade de vida”.

Por sua vez, o farmacêutico comunitário especialista em tabagismo, Guillermo Estrada, destacou a importância do ponto de atendimento farmacêutico comunitário para o objetivo da cessação tabágica: “O farmacêutico comunitário é capaz de identificar o paciente fumante e quais são suas particularidades para realizar a cessação tabágica, ajudando-o e motivando-o no processo como parte de uma abordagem multidisciplinar”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado