MADRID 24 jul. (EUROPA PRESS) -
A inteligência artificial (IA) entrou em ação para reescrever as regras da experiência de pesquisa digital em um ritmo acelerado, o que está fazendo com que plataformas como o ChatGPT, assistente de IA da OpenAI, surjam como uma plataforma cotidiana de pesquisa, embora o Google continue a liderar o campo com recursos como o "Modo IA".
Quando se trata de pesquisar informações na Internet ou responder a perguntas, o mecanismo de pesquisa mais popular do mundo não é mais o único protagonista entre os usuários, que agora também estão recorrendo aos serviços de IA como uma alternativa aos mecanismos de pesquisa mais tradicionais.
É o que mostram os estudos mais recentes da Semrush e da Datos, uma empresa de propriedade da Semrush, que analisam o crescimento das plataformas de IA e como o Google está reconfigurando seu mecanismo de pesquisa para "se adaptar ao novo comportamento dos usuários".
Nesse sentido, destaca-se o assistente ChatGPT, que deixou de ser uma ferramenta experimental para se tornar uma plataforma cotidiana, ultrapassando outras plataformas de pesquisa, como Bing e Yahoo, na participação de usuários de desktop nos Estados Unidos. Especificamente, com uma participação de 28,26% dos usuários.
Além disso, o serviço da OpenAI também lidera o uso de plataformas de IA bem acima de outras, como o assistente Gemini do Google (4,99%) ou o DeepSeek, com uma participação de 3,71% dos usuários.
Outro fator que mostra o crescimento do ChatGPT nessa área é o aumento do tempo médio mensal gasto pelos usuários nessa plataforma, com uma média de 39 minutos a mais por usuário por mês, o que equivale a um crescimento de 118%.
Nesse caso, o ChatGPT só perde em proporção para o Anthropic's Claude, que teve um crescimento de 299%, com cerca de 36 minutos a mais por usuário por mês.
O GOOGLE ENFRENTA AS PLATAFORMAS DE IA COM MAIS IA
Apesar do crescimento do ChatGPT, o Google continua a ser líder na experiência de pesquisa para usuários no uso diário e, para isso, também se comprometeu a introduzir a IA em suas opções de pesquisa.
Especificamente, o Google implementou ferramentas como o "Modo IA", que incorpora um "chatbot" na barra de pesquisa para fazer solicitações mais extensas sobre tópicos mais complexos.
Esse tipo de função, juntamente com outras, como "AI Overviews", redefinem a pesquisa e "como e de onde" os cliques dos usuários chegam. Como resultado, de acordo com o gerente sênior de pesquisa de marketing da Semrush, Fernando Angulo, a pesquisa "não se trata mais de obter dez links, mas de obter uma resposta útil".
De acordo com o relatório da Semrush, 'How Google's AI Mode Compares to Traditional Search and Other LLMs', que analisou 5.000 consultas na Pesquisa Google, AI Mode, ChatGPT e Perplexity, em 92% dos casos, o AI Mode exibiu respostas com uma barra lateral de links.
Isso equivale a cerca de 7 domínios exclusivos em média, um resultado "mais parecido com o assistente do ChatGPT do que com o 'AI Overviews' do Google", observou a empresa.
Além disso, apenas 7% das pesquisas mostraram links tradicionais sob a resposta, e quase sempre em "pesquisas de navegação". Nesses casos, a sobreposição com os resultados tradicionais do Google foi de 89% dos domínios e 80% dos URLs.
Em seguida, o mesmo estudo detalha que Reddit, YouTube, Facebook e plataformas de conteúdo gerado pelo usuário são "as novas fontes favoritas dos mecanismos de IA". Por exemplo, no caso do 'AI Mode', elas aparecem como fontes em mais de 68% das respostas vinculadas.
COMO ISSO AFETA A SEO
Como resultado, a empresa detalhou que os domínios que normalmente têm boa classificação nos resultados do Google "ainda têm mais probabilidade de aparecer nas respostas de IA". No entanto, "não necessariamente dos mesmos URLs".
Isso ocorre porque os LLMs geralmente citam páginas "mais profundas", como artigos técnicos ou fóruns especializados. Da mesma forma, o estudo também encontra uma tendência clara de que quanto maior a intenção comercial ou transacional da consulta, "mais longa e detalhada é a resposta gerada pela IA".
Apesar de tudo isso, a Semrush destacou que, apesar do aumento da IA, o Google, o Bing, o Yahoo e o DuckDuckGo mantêm uma base de usuários estável e "não há evidências de que a IA esteja substituindo o mecanismo de pesquisa tradicional", mas que "ela o complementa".
EM VEZ DE SEO, GEO
Em resposta, a IA está transformando os resultados de SEO em uma nova disciplina chamada GEO (Generative Engine Optimization), que, segundo Angulo, leva em conta não apenas o conteúdo, mas sua capacidade de ser "citado, compreendido e reutilizado por sistemas inteligentes".
Nesse contexto, a Semrush enfatizou a importância de alinhar o conteúdo com a intenção de pesquisa, otimizando a presença no Reddit, YouTube e plataformas relacionadas, e criando documentação útil, bem estruturada e citável.
Da mesma forma, a empresa sugeriu que é importante monitorar as menções em respostas geradas por IA, além de não negligenciar o posicionamento orgânico de SEO, que "continua a ser a base para aparecer nos ambientes de pesquisa".
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático