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MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -
César Dilú Sorzano, membro do Grupo de Saúde Digital da Sociedade Espanhola de Médicos de Clínica Geral e de Família (SEMG), destacou que a inteligência artificial (IA) generativa pode economizar entre uma e duas horas de trabalho administrativo por dia para o médico de família, que pode dedicar esse tempo a oferecer um atendimento mais próximo ao paciente.
“A inteligência artificial não substituirá o médico, mas o médico que utilizar IA terá uma clara vantagem competitiva”, assinalou o especialista, que participa nesta sexta-feira e sábado nas III Jornadas Hispano-Lusas de Médicos de Atenção Primária, organizadas pela SEMG Extremadura na Ordem dos Médicos de Badajoz.
Dilú ministrará uma palestra plenária e um workshop prático centrados na aplicação da IA generativa e da telemedicina no consultório de Atenção Primária, com o objetivo de “evoluir de um uso pontual da IA para sua integração como assistente documental no consultório, uma mudança já possível com ferramentas acessíveis e formação básica em ‘prompting’ clínico”.
A palestra permitirá conhecer o estado atual da IA na Medicina de Família na Espanha. Para isso, serão apresentados dados de uma pesquisa nacional realizada pela SEMG com 652 médicos, na qual se evidencia uma lacuna formativa significativa. Enquanto 97% dos médicos de família consideram prioritária a formação em IA, 82% não receberam treinamento nos últimos cinco anos e 73,7% identificam essa carência como a principal barreira para sua adoção.
Além disso, será analisado o papel que a IA pode desempenhar como ferramenta de apoio no contexto da pressão assistencial na Atenção Primária, marcado pelo envelhecimento da população, pela multimorbidade, pela carga burocrática e pela escassez de profissionais.
No workshop, de caráter eminentemente prático, Dilú orientará os participantes no uso de ferramentas de IA aplicadas à consulta diária. Os participantes aprenderão a utilizar o ChatGPT, o NotebookLM do Google, o Perplexity e o Claude para tarefas como o apoio ao diagnóstico diferencial, a redação de relatórios clínicos, a educação em saúde do paciente, a consulta de guias atualizados ou a preparação de sessões clínicas.
A formação abordará o uso ético da IA e a privacidade. Nesse sentido, será destacada a importância da proteção de dados, da responsabilidade clínica, da verificação de conteúdos e da transparência com o paciente.
Além da IA e da telemedicina, as jornadas abordarão outros temas clínicos relevantes, como as novas diretrizes para hipertensão arterial, esteatose hepática metabólica, detecção precoce da DPOC, doença renal crônica, disfunção erétil ou a farmacologia da obesidade e do diabetes. Também serão abordados conteúdos práticos, como o diagnóstico dermatológico por imagem e a radiologia óssea básica na Atenção Primária.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático