Publicado 14/04/2026 08:44

A IA consolida-se na indústria espanhola: 64% das empresas já a utilizam, mas enfrentam desafios em termos de infraestrutura e segur

Archivo - Arquivo - Uso da IA em um ambiente de produção industrial.
CISCO - Arquivo

MADRID 14 abr. (Portaltic/EP) -

A inteligência artificial (IA) já não é um projeto para o futuro, mas está sendo implementada ativamente em ambientes industriais, com dois terços das organizações industriais espanholas já utilizando-a em ambientes de produção, embora enfrentem lacunas de preparação e dificuldades para manter e ampliar as implantações, devido a desafios de infraestrutura e segurança cibernética.

Especificamente, 64% das empresas espanholas utilizam IA em operações industriais críticas, um número superior à média global de 61%. Além disso, entre essas organizações, 20% já relatam implantações maduras e em escala.

Isso é o que se depreende do relatório anual “State of Industrial AI” da Cisco, elaborado em parceria com a Sapio Research e com a participação de mais de 1.000 tomadores de decisão de tecnologia operacional (OT) de 19 países, mostra como as organizações industriais estão adotando a IA, bem como os desafios que enfrentam à medida que essa tecnologia passa a ser utilizada em operações em tempo real e as oportunidades que surgem quando ela é introduzida em sistemas físicos, infraestruturas e fluxos de trabalho.

Os resultados refletem que, embora a IA esteja gerando benefícios operacionais mensuráveis, as organizações se veem limitadas por lacunas de preparação relacionadas a redes industriais, segurança cibernética e modelos operacionais, que são consideradas “fatores críticos” à medida que a IA passa “da análise para o uso em tempo real”, conforme esclareceu a Cisco.

Assim, o relatório detalha que a IA está sendo utilizada principalmente na manufatura, no transporte e nos serviços públicos, para executar tarefas que impulsionam a visão computacional, a robótica, a mobilidade e em operações críticas para a segurança.

Seguindo essa linha, em paralelo a essa implementação, também é detalhado que 76% das empresas na Espanha planejam aumentar os gastos com IA (86% globalmente) e que quase nove em cada dez esperam obter “resultados relevantes nos próximos dois anos”.

PRINCIPAIS DIFICULDADES APÓS A IMPLEMENTAÇÃO DA IA

Apesar da aceleração no uso dessa tecnologia, muitas organizações entrevistadas relataram dificuldades para manter e ampliar as implantações, em relação à preparação da infraestrutura de rede, segurança e capacidades.

Um dos pontos abordados pelo relatório é como a preparação da infraestrutura surge como o principal fator de escalabilidade. Conforme explicou a empresa, isso se deve ao fato de que, à medida que a IA é integrada a máquinas, sensores, sistemas de visão e operações autônomas, “as organizações enfrentam maiores exigências de conectividade confiável”.

Isso inclui questões como mobilidade sem fio, latência previsível, “edge computing” e energia, tornando a preparação da rede “um fator crítico para as implantações de IA física”.

Nesse sentido, todas as empresas entrevistadas na Espanha afirmam que as cargas de trabalho de IA afetarão os requisitos de sua rede industrial e, mais da metade (56%) espera que aumentem os requisitos de conectividade e confiabilidade em suas redes industriais.

Da mesma forma, 96% das organizações consultadas na Espanha apontam que as redes sem fio “são essenciais” para viabilizar a IA.

COLABORAÇÃO ENTRE TI E OT PARA OPERAR A IA EM ESCALA

Outro ponto destacado pela Cisco é como a colaboração entre TI e OT (tecnologia da informação e tecnologia operacional) é “crítica para operar a IA em escala”.

Isso se deve ao fato de que as organizações com uma colaboração mais estreita entre as equipes de TI e de operações afirmam ter “maior confiança para expandir a IA”, bem como redes mais estáveis para operações físicas e maior ênfase na segurança cibernética como requisito básico.

Em termos de dados, 78% das organizações na Espanha admitem ter “algum nível de colaboração” entre TI e OT, e apenas 22% mantêm uma colaboração limitada ou inexistente.

CIBERSEGURANÇA PARA A CONFIANÇA NA ADOÇÃO DA IA

Por outro lado, o estudo também destaca o papel da cibersegurança na confiança para adotar a IA. Como essa tecnologia amplia a conectividade e os fluxos de dados em ambientes industriais, destaca-se que a segurança continua sendo a principal barreira para a expansão dos projetos.

Nesse sentido, as organizações veem precisamente a IA como parte da solução, já que a maioria delas espera que ela reforce o monitoramento, a detecção de ameaças e a resiliência operacional.

De acordo com os dados, 96% das empresas espanholas consideram a segurança cibernética “fundamental” para uma infraestrutura preparada para a IA e, ao mesmo tempo, 84% esperam que a IA “melhore sua estratégia de segurança cibernética”.

No entanto, também é preciso levar em conta que três em cada dez entrevistados citam a segurança cibernética como o “maior obstáculo” para ampliar as implantações de IA.

Como afirmou a esse respeito o vice-presidente sênior e diretor geral de Secure Routing e Industrial IoT da Cisco, Vikas Butaney, a IA industrial está passando da fase experimental para a produção e, nesta fase, “o sucesso já não depende apenas dos modelos”, mas se estende também às redes, à segurança e aos equipamentos, que devem “estar preparados para suportar a IA na ponta, em movimento e em escala”.

“As organizações com confiança para escalar a IA são aquelas que tratam a infraestrutura, a cibersegurança e a colaboração IT/OT como elementos fundamentais, não opcionais”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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