MADRID 9 abr. (Portaltic/EP) -
As empresas estão adotando a inteligência artificial (IA) agênica, capaz de executar tarefas complexas de forma autônoma e, consequentemente, aumentar a produtividade, em contraposição à IA generativa, que se limita à criação de textos, imagens ou códigos, segundo a SAS.
Isso é o que se depreende dos relatórios “State of AI in Business 2025”, elaborado pelo MIT, e “Data and AI Impact”, elaborado pela IDC, sob a responsabilidade da empresa de IA SAS, que destacam como as empresas já estão apostando nesse tipo de inteligência artificial, graças às suas capacidades de “transformar a eficiência no setor”, bem como o atendimento ao cliente.
De acordo com os dados coletados, a adoção da IA agênica nas empresas é de 52% globalmente, mas na Espanha chega a 56,6%. Além disso, 78% dos líderes empresariais consultados consideram a IA avançada um “fator crítico” no qual confiam para manter a vantagem competitiva nos próximos três anos.
Essa aposta na IA agênica deve-se, em parte, ao fato de que, em comparação com a IA generativa, ela oferece capacidades que vão além da criação de conteúdo, como a compreensão profunda dos fluxos de trabalho das empresas e a flexibilidade. Como destacou a SAS, a IA agênica não requer contexto sempre que informações são inseridas, pois possui memória persistente, aprende com interações anteriores e pode gerenciar fluxos de trabalho mais complexos do que a IA generativa. Dessa forma, ela funciona como um parceiro capaz de “raciocinar, lembrar e executar múltiplas tarefas”.
Seguindo essa linha, de acordo com o guia prático sobre IA agênica da SAS, também se destacam suas capacidades de compreensão do ambiente e as habilidades para raciocinar, planejar e processar informações complexas, o que facilita “escolher a ação mais adequada e executá-la”, agindo de forma autônoma.
PILARES PARA ADOTAR A IA AGENTE
Para adotar a inteligência artificial agente, as empresas devem abordar vários pilares: governança, envolvimento humano e o fomento de decisões inteligentes, conforme indicou a especialista em IA e Analítica da SAS Espanha, Amaya Cerezo.
“A governança é fundamental para garantir que todos os agentes dentro da organização sejam controlados, sejam transparentes e estejam alinhados com a estratégia e os valores corporativos”, destacou Cerezo.
Por sua vez, a supervisão humana garante que as decisões críticas mantenham o julgamento humano quando necessário e, por fim, a especialista indicou que é “vital” promover decisões inteligentes, integrando os agentes de forma fluida nas operações rotineiras do negócio, com o objetivo de otimizar processos e melhorar a eficiência em nível global.
Para construir agentes “mais eficazes”, são necessárias ferramentas e componentes específicos que garantam seu funcionamento ideal. Para isso, na SAS identificaram e desenvolveram “aceleradores” que potencializam a IA agênica, como os “RAGs” (Retrieval Augmented Generation), que permitem aos agentes acessar e consultar dados específicos e oferecer respostas contextuais e precisas, conforme destacou Cerezo.
Da mesma forma, ele destacou que outro aspecto fundamental é a orquestração de agentes, que permite “criar ecossistemas especializados que trabalhem de forma coordenada, onde cada um desempenha um papel específico em tarefas de múltiplas etapas”, maximizando a eficiência.
DESAFIOS E EXPECTATIVAS DA IA AGENTÍCICA
No entanto, a adoção dessa IA agênica traz consigo uma série de desafios, já que 46% das empresas europeias se veem diante de um dilema em relação à confiança na IA, devido a uma lacuna entre a confiança real e a percebida.
Nesse sentido, a SAS destacou os novos marcos regulatórios, essenciais para garantir uma implementação responsável e proteger empresas e cidadãos.
Em relação às prioridades para gerenciar projetos de IA, 51,2% das empresas europeias indicam que buscam criar uma arquitetura de IA, 44,8% consideram imperativo o aprendizado e a requalificação para lidar com essa tecnologia, e 41,9% destacam a criação de equipes de ciência de dados e IA.
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