MADRID 14 jul. (Portaltic/EP) -
Metade (51%) dos consumidores na Espanha indicaria a um agente de inteligência artificial quais marcas considerar durante uma compra, mas quase metade (42%) dos que são fiéis a uma marca permitiria que um agente de IA trocasse sua marca habitual por uma opção melhor.
O surgimento dos agentes de IA — sistemas capazes de agir, decidir e realizar compras na internet seguindo as instruções do usuário — está redefinindo a forma como os consumidores descobrem, comparam e compram produtos, além de colocar à prova a lealdade às marcas.
Essa mudança se baseia em um nível crescente de confiança na IA, já que 73% dos consumidores afirmam que confiariam mais em um agente de IA do que em seu melhor amigo para realizar uma compra em seu nome. Nesse contexto, três em cada quatro consumidores (76%) já se mostram abertos à ideia de que um agente de IA realize tarefas comerciais, como negociar ofertas, resolver reclamações, fazer pedidos recorrentes ou gerenciar assinaturas, desde que mantenham o controle final.
Além disso, 27% estão dispostos a delegar ao agente a decisão final de compra dentro de certos limites, como preço ou preferências. Enquanto isso, 6% afirmam que permitiriam um nível total de autonomia, deixando que o agente de IA inicie e conclua transações por conta própria.
No entanto, essa evolução rumo à autonomia é gradual e condicionada. 35% dos consumidores indicam que uma experiência positiva em compras de baixo risco, como a reposição de produtos básicos para o lar, os faria se sentir mais à vontade para usar agentes autônomos, mas sempre com garantias como proteção de dados, possibilidade de intervenção imediata e mecanismos claros em caso de incidentes.
É o que mostram os resultados da pesquisa da Accenture, “Consumer Pulse 2026”, apresentados no relatório “Talk to my AI agent: The new rules of brand value’, baseado em mais de 25.000 consumidores em 16 países para analisar o impacto da IA agênica nos hábitos dos consumidores e no valor da marca.
O estudo revela que o impacto da IA no consumo será, além disso, cada vez mais estrutural. 68% dos consumidores na Espanha estimam que pelo menos metade de seus gastos em uma determinada categoria será influenciada pela IA nos próximos doze meses.
Apesar desse boom da automação, a presença física e a intervenção humana continuarão sendo relevantes. 27% dos consumidores consideram que as lojas físicas ganharão importância como espaços para criar experiências positivas, enquanto 30% destacam o valor da interação pessoal para gerar confiança.
Além disso, 45% desejam continuar participando de alguma fase do processo de compra, seja pelo prazer da experiência ou por sua conexão emocional com a marca.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático