Europa Press/Contacto/David Balogh
MADRID 12 abr. (EUROPA PRESS) -
As seções eleitorais da Hungria abriram suas portas para dar início às que talvez sejam as eleições europeias mais importantes do ano; uma disputa em que o partido Fidesz, do primeiro-ministro Viktor Orbán, enfrenta a maior ameaça à sua década e meia no poder na figura de seu antigo subordinado e agora favorito nas pesquisas, Peter Magyar, e do partido Tisza.
As urnas abriram às 06h00, horário local (mesmo horário na Espanha peninsular e nas Ilhas Baleares), dando início a 13 horas de votação, até às 19h00. É de se esperar que a apuração dos votos esteja praticamente concluída à noite, mas será preciso esperar um pouco mais para ver o resultado do voto no exterior.
As pesquisas servem apenas como orientação, dada a enorme disparidade de resultados nas sondagens, dependendo da afinidade da mídia com o governo de Orbán. Parece haver um certo consenso de que Magyar e Tisza são os favoritos, mas a margem é, neste momento, impossível de calcular, enquanto se aguarda o resultado da votação da diáspora, tradicionalmente favorável ao Fidesz, ou o desempenho de possíveis parceiros de coalizão de Orbán, como o movimento de extrema direita “Nossa Pátria” (Mi Hazánk), de László Toroczkai.
Se Magyar vencer as eleições, o voto da diáspora será crucial para saber qual será a diferença em relação ao atual primeiro-ministro. A vitória confortável de que o opositor precisaria para atacar de frente, como prometeu, as estruturas de poder configuradas por Orbán nos últimos 16 anos parece francamente difícil de alcançar.
Magyar, no fundo um conservador como Orbán, prometeu estabelecer relações mais amigáveis com Bruxelas, o que é de extrema importância tendo em conta as enormes fricções que vêm ocorrendo há anos entre a União Europeia e o governante, que só se intensificaram desde o início da guerra na Ucrânia, considerando o tradicional euroceticismo de Orbán e sua amizade com o presidente russo, Vladimir Putin.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático