NASA, ESA, ALESSANDRO SAVINO (UC BERKELEY),
MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) -
O Telescópio Espacial Hubble revelou um ecossistema de trs dúzias de galáxias satélites em Andrmeda, nitidamente diferente do conjunto inferior que orbita a nossa Via Láctea.
Um estudo publicado no The Astrophysical Journal oferece pistas forenses sobre como as duas galáxias evoluíram de forma diferente ao longo de bilhes de anos.
Nossa Via Láctea tem sido relativamente tranquila, mas Andrmeda - localizada a 2,5 milhes de anos-luz de distncia - parece ter tido uma história mais dinmica, provavelmente afetada por uma grande fuso com outra grande galáxia há alguns bilhes de anos. Esse encontro e o fato de Andrmeda ser até duas vezes mais massiva que a nossa Via Láctea podem explicar sua populao abundante e diversificada de galáxias ans, informa a NASA.
Examinar todo o sistema de satélites da Via Láctea de forma to completa é um grande desafio, pois estamos inseridos em nossa própria galáxia. Isso também no pode ser feito com outras galáxias grandes, pois elas esto muito distantes para que as pequenas galáxias satélites sejam estudadas com muitos detalhes. A galáxia mais próxima de massa comparável Via Láctea além de Andrmeda é a M81, a quase 12 milhes de anos-luz de distncia.
CRESCIMENTO PERTURBADO
Essa viso do sistema de satélites de Andrmeda nos permite decifrar o que impulsiona a evoluo dessas pequenas galáxias. "Vemos que a durao pela qual os satélites podem continuar formando novas estrelas realmente depende de quo macios eles so e quo próximos esto da galáxia de Andrmeda", disse o autor principal da pesquisa, Alessandro Savino, da Universidade da Califórnia em Berkeley, em um comunicado. "É uma indicao clara de como o crescimento de galáxias pequenas é perturbado pela influncia de uma galáxia macia como Andrmeda."
"Tudo o que está disperso no sistema de Andrmeda é muito assimétrico e perturbado. Parece que algo significativo aconteceu há pouco tempo", disse o pesquisador principal Daniel Weisz, da Universidade da Califórnia em Berkeley. "Há sempre uma tendncia de usar o que sabemos sobre nossa própria galáxia para extrapolar de forma mais geral para outras galáxias do universo. Sempre houve dúvidas sobre se o que estamos aprendendo na Via Láctea se aplica de forma mais ampla a outras galáxias. Ou há mais diversidade entre as galáxias externas? Elas tm propriedades semelhantes? Nosso trabalho mostrou que as galáxias de baixa massa em outros ecossistemas seguiram caminhos evolutivos diferentes daqueles que conhecemos das galáxias satélites da Via Láctea.
SURPRESA TOTAL
Por exemplo, metade das galáxias satélites de Andrmeda parece estar confinada em um plano, todas orbitando na mesma direo. "É estranho. Na verdade, foi uma surpresa total encontrar os satélites nessa configurao e ainda no entendemos totalmente por que eles aparecem dessa forma", disse Weisz.
A galáxia companheira mais brilhante de Andrmeda é a Messier 32 (M32). É uma galáxia elipsoidal compacta que pode ser simplesmente o núcleo remanescente de uma galáxia maior que colidiu com Andrmeda há alguns bilhes de anos. Depois de ser gravitacionalmente despojada de gás e algumas estrelas, ela continuou em sua órbita. A galáxia M32 contém estrelas mais antigas, mas há evidncias de que ela teve um surto de formao de estrelas há alguns bilhes de anos. Além da M32, parece haver uma populao única de galáxias ans em Andrmeda que no é vista na Via Láctea. Elas formaram a maioria de suas estrelas muito cedo, mas no pararam. Elas continuaram a formar estrelas a partir de um reservatório de gás em um ritmo muito lento por muito mais tempo.
"Na verdade, a formao de estrelas continuou até muito mais tarde, o que no é de forma alguma o que se espera dessas galáxias ans", continuou Savino. "Isso no aparece nas simulaes de computador. Ninguém sabe o que fazer com isso até agora."
"Descobrimos que há muita diversidade que precisa ser explicada no sistema de satélites de Andrmeda", acrescentou Weisz. "A maneira como as coisas se juntam é muito importante para a compreenso da história dessa galáxia."
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