Publicado 07/04/2025 06:30

Hubble reduz o período de rotação de Urano em 28 segundos

Esta imagem mostra três imagens do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA da aurora dinâmica em Urano em outubro de 2022.
NASA/ESA

MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -

Uma equipe internacional de astrônomos, usando o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, fez novas medições da velocidade de rotação interna de Urano usando uma nova técnica.

Ao analisar mais de uma década de observações do Hubble das auroras de Urano, os pesquisadores refinaram o período de rotação do planeta e estabeleceram uma nova referência crucial para futuras pesquisas planetárias.

Essa técnica revelou que Urano completa uma rotação completa em 17 horas, 14 minutos e 52 segundos, 28 segundos a mais do que a estimativa obtida pela Voyager 2 da NASA durante seu sobrevoo em 1986.

Determinar a velocidade de rotação interna de um planeta é um desafio, especialmente para um mundo como Urano, onde não é possível fazer medições diretas.

Uma equipe liderada por Laurent Lamy (do LIRA, Observatório Paris-PSL e LAM, Universidade de Aix-Marseille, França) desenvolveu um método inovador para rastrear o movimento rotacional das auroras de Urano: shows de luz gerados na atmosfera superior pelo influxo de partículas energéticas próximas aos polos magnéticos do planeta.

SISTEMAS DE COORDENADAS OBSOLETOS

"Nossa medição não apenas fornece uma referência essencial para a comunidade de ciência planetária, mas também resolve um problema de longa data: os sistemas de coordenadas anteriores, baseados em períodos de rotação obsoletos, rapidamente se tornaram imprecisos, impossibilitando o rastreamento dos polos magnéticos de Urano ao longo do tempo", explica Lamy em um comunicado. "Com esse novo sistema de longitude, podemos agora comparar observações de auroras boreais de quase 40 anos atrás e até mesmo planejar a próxima missão a Urano.

Diferentemente das auroras da Terra, de Júpiter ou de Saturno, as auroras de Urano se comportam de forma única e imprevisível. Isso se deve à grande inclinação do campo magnético do planeta, que é significativamente deslocado de seu eixo de rotação. As descobertas não apenas ajudam os astrônomos a entender a magnetosfera de Urano, mas também fornecem informações vitais para futuras missões.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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