ESA/HUBBLE & NASA, C. MURRAY
MADRID 14 fev. (EUROPA PRESS) -
O universo é um lugar empoeirado, como mostra esta imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, que mostra nuvens rodopiantes de gás e poeira perto da Nebulosa Tarântula.
Localizada na Grande Nuvem de Magalhães, a cerca de 160.000 anos-luz de distância, nas constelações de Dorado e Mensa, a Nebulosa da Tarântula é a região de formação de estrelas mais produtiva do universo próximo, abrigando as estrelas mais massivas conhecidas.
As nuvens de gás coloridas da nebulosa contêm nuvens e aglomerados escuros de poeira. Essa poeira é diferente da poeira doméstica comum, que pode incluir pedaços de sujeira, células da pele, cabelo e até mesmo plástico. A poeira cósmica geralmente é composta de carbono ou moléculas chamadas silicatos, que contêm silício e oxigênio. Os dados dessa imagem fazem parte de um programa de observação que visa a caracterizar as propriedades da poeira cósmica na Grande Nuvem de Magalhães e em outras galáxias próximas, informa a NASA.
A poeira desempenha vários papéis importantes no universo. Embora os grãos de poeira individuais sejam incrivelmente minúsculos, muito menores do que a largura de um fio de cabelo humano, os grãos de poeira nos discos ao redor de estrelas jovens se aglomeram para formar grãos maiores e, por fim, planetas.
A poeira também ajuda a resfriar as nuvens de gás para que elas possam se condensar e formar novas estrelas. A poeira desempenha até mesmo um papel na criação de novas moléculas no espaço interestelar, proporcionando um local para que átomos individuais se encontrem e se unam na vastidão do espaço.
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