Publicado 12/08/2025 07:04

O Hospital Virgen Macarena implementa um protocolo para humanizar as práticas e incentivar o parto natural

Profissionais de saúde envolvidos na assistência ao parto no Hospital Universitário Virgen Macarena.
JUNTA DE ANDALUCÍA.

SEVILLA 12 ago. (EUROPA PRESS) -

O Hospital Universitário Virgen Macarena, em Sevilha, implementou um novo "Protocolo de Gerenciamento do Parto" que "otimiza o atendimento às mulheres" ao incorporar evidências científicas à prática clínica e incluir práticas não clínicas recomendadas como métodos não farmacológicos para o alívio da dor.

De acordo com uma declaração do Ministério Regional da Saúde e do Consumidor, esse novo documento, elaborado por uma equipe multidisciplinar composta por profissionais dos Serviços de Ginecologia e Obstetrícia, bem como de Anestesiologia e Reanimação, concentra-se em um objetivo principal: promover o parto natural e minimizar o número de cesarianas.

Dessa forma, o protocolo visa a "humanizar" todas as ações e cuidados profissionais necessários que possam surgir durante a assistência ao parto, melhorando a experiência das mulheres.

O grau de satisfação materna também está relacionado à qualidade percebida da assistência médica, uma questão que esse novo documento explora com mais profundidade. Para isso, a Virgen Macarena promoveu o conceito de "parto respeitado" e enfatizou "a importância da privacidade, a escolha do acompanhante, a mobilidade durante o trabalho de parto, o monitoramento contínuo pela mesma parteira e a redução do número de tatos vaginais".

Por outro lado, exceto nos casos em que uma dieta absoluta é prescrita, os autores favoreceram a ingestão de alimentos e dieta líquida para a gestante de acordo com o estágio do trabalho de parto e desde que seja considerado de baixo risco. A esse respeito, os autores do texto advertiram que "é essencial que em todos os casos a alimentação seja fornecida pelo hospital".

Eles também apontaram que "faz sentido" reduzir a ingestão de alimentos sólidos durante o trabalho de parto quando há um risco maior de aspiração devido à comorbidade materna ou uma possibilidade maior de cirurgia obstétrica sob anestesia geral, acrescentando que "a OMS apoia a ingestão de alimentos durante o trabalho de parto se a paciente assim o desejar, para atender às necessidades energéticas durante o trabalho de parto e o terceiro estágio do trabalho de parto".

Também foi promovido o uso de métodos não farmacológicos de alívio da dor, como massagem, respiração, musicoterapia, esferodinâmica, aromaterapia, termoterapia e imersão em água. No entanto, o hospital também oferece uma epidural de baixa concentração que permite que a mulher se movimente, adote diferentes posturas, use uma bola, entre outros.

Da mesma forma, no caso de induções programadas, a gestante será informada sobre a indicação e o método de indução na consulta do Hospital Dia Obstétrico do centro de saúde, diferenciando se a paciente é admitida na enfermaria ou diretamente na enfermaria de anteparto.

Nesse contexto, "é muito importante para uma percepção satisfatória da assistência ao parto, o acompanhamento e o fluxo de informações entre a mãe e os profissionais que a atendem". Para isso, "é fundamental o plano de parto, que não deve ser entendido como um contrato fechado, pois as circunstâncias podem mudar durante o parto", afirmam os autores.

Esse novo protocolo, que "garante" a continuidade do atendimento ao ser aplicado tanto no hospital quanto na atenção primária, reforça o "compromisso" do hospital com um atendimento mais centrado na mulher, que seja "seguro, eficaz e alinhado com as melhores práticas internacionais". Com essa abordagem, o centro visa não apenas reduzir a taxa de cesarianas, mas também oferecer uma experiência de parto "mais positiva e personalizada".

PELE A PELE' EM UCI E LUTO PERINATAL

O centro de saúde, que no ano passado atendeu a mais de 2.000 partos, também tem o "Protocolo de cuidados pós-operatórios e contato pele a pele após cesariana", que promove iniciativas inovadoras em termos de humanização, como o "pele a pele" quando a mãe é admitida na UTI após a cesariana.

Dessa forma, o hospital tem um espaço adequado para dar continuidade a esse processo após a sala de cirurgia, para que a mãe e o recém-nascido fiquem juntos em um ato que traz "todos os tipos de benefícios" para ambos.

Essa técnica, que favorece a criação de um vínculo adequado e de uma ligação física e emocional com a mãe, é, portanto, estendida não apenas às mães internadas após um parto vaginal na UTI e na Unidade de Recuperação Pós-Cirúrgica, mas também às mães internadas na UTI após partos cesáreos.

Por fim, o hospital tem um protocolo específico que trata do luto perinatal, oferecendo recentemente treinamento relacionado à assistência médica no luto perinatal. Trata-se de um "treinamento multidisciplinar" voltado para as diferentes pessoas que se reúnem em um evento como esse, que "visa criar pontes entre profissionais de saúde, famílias e associações para acompanhá-los nesse momento difícil, ajudando-os a desenvolver um luto saudável", de acordo com seus promotores.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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