MADRID 19 fev. (EUROPA PRESS) - O Hospital Universitário Quirónsalud Madrid anunciou o lançamento do Programa de Reabilitação de Pacientes Frágeis, destinado a evitar o agravamento do estado desses pacientes durante a internação e no qual participam enfermagem, medicina interna e reabilitação.
Este programa parte de uma avaliação personalizada da enfermagem para selecionar os pacientes que podem se beneficiar de um plano personalizado de reabilitação física e respiratória. “Há muitas evidências de que a reabilitação desses pacientes melhora sua recuperação, diminui sua taxa de infecções e reduz a média de permanência no hospital. Além disso, também influencia aspectos como o estado de espírito”, destacou Ana Villanueva, internista do Hospital Universitário Quirónsalud Madrid, que afirma que “um paciente que recebe alta para casa em cadeira de rodas tem uma evolução muito diferente de outro que o faz caminhando. O risco de readmissão do primeiro é muito maior”. Por sua vez, a fisioterapeuta do Hospital Universitário Quirónsalud Madrid, Cecilia Colin, explicou que o projeto visa evitar que o paciente se deteriore durante a internação, minimizando a perda de massa muscular e funcionalidade e evitando complicações decorrentes do repouso prolongado.
“Realizamos exercícios funcionais leves e de força global para que os pacientes mantenham sua capacidade física e possam realizar tarefas como ir ao banheiro sozinhos e passar da cama para a poltrona de forma autônoma”, destacou. Tanto Colin quanto Villanueva ressaltam a importância dos exercícios de fisioterapia respiratória: “A perda da capacidade respiratória geralmente está associada à perda da capacidade muscular. Procuramos evitar que acumulem secreções e melhorar a sua função respiratória através de exercícios que os ensinam a respirar de forma mais eficiente”, analisa Colin, que destaca que o programa “procura antecipar-se à deterioração que a internação pode causar no paciente e revertê-la”. As especialistas sublinham que, para o funcionamento deste programa, é fundamental a detecção, durante a internação, dos pacientes que podem beneficiar dele. Para isso, o papel da enfermagem é fundamental. “Todos os pacientes com mais de 70 anos são avaliados pelo índice de fragilidade de Rockwood, que avalia a fragilidade, e pela escala de Barthel, que mede o nível de dependência ou independência do paciente. Com esses dados, é elaborado um plano de cuidados colaborativo com reabilitação e medicina interna”, explica Marcos Mesías, coordenador do Programa de Pacientes Vulneráveis. “Nosso objetivo é que o paciente mantenha seu estado basal, ou pelo menos não piore durante a internação, e que volte para casa nas melhores condições de independência possíveis”, concluiu Mesías.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático