HLA UNIVERSITARIO MONCLOA
MADRID 18 jun. (EUROPA PRESS) -
O Hospital HLA Universitario Moncloa, em colaboração com a Universidade Europeia de Madri (UEM), lançou um projeto para promover uma “UTI inteligente” baseada no uso da inteligência artificial aplicada à medicina intensiva.
O projeto tem como objetivo transformar a UTI em um ambiente mais conectado, seguro e preditivo, que permita aos profissionais antecipar os diversos eventos que possam ocorrer em pacientes internados na UTI, explicou a HLA em um comunicado.
No âmbito do projeto “Inteligência Artificial e Segurança do Paciente Crítico”, o hospital implantou uma infraestrutura própria na UTI para a coleta de dados relacionados à evolução do paciente.
Esses dados provêm de dispositivos responsáveis pelo monitoramento térmico, pela detecção de eventos adversos, pela vigilância de infecções, pelo controle da diurese, pelo acompanhamento glicêmico e pela análise de prontuários médicos.
Em seguida, os dados chegam a um servidor local que centraliza as informações da unidade, aplicando critérios de segurança, pseudoanonimização e proteção de dados. Nesta primeira fase do projeto, a arquitetura recebe os dados, permitindo a criação de um ecossistema IoMT que, além disso, alimentará futuros sistemas de inteligência artificial.
“O valor do projeto não está apenas em cada tecnologia isoladamente, mas na infraestrutura que está sendo construída para que todas elas possam se conectar e gerar um conhecimento clínico mais completo do paciente”, explicou o responsável clínico pela medicina intensiva do centro hospitalar do Grupo HLA.
Tudo isso com o objetivo de prever diferentes tipos de eventos que possam ocorrer no paciente, relacionados à sua evolução. “Estamos construindo uma estrutura que permitirá passar de projetos isolados para um ecossistema inteligente de dados clínicos”, explicam no centro hospitalar.
Depois de ressaltar que a UTI gera uma enorme quantidade de informações a cada minuto, o hospital destacou que o desafio é converter esses dados “em sinais úteis, interpretáveis e que levem à ação”.
SEGUNDA FASE
A iniciativa prevê uma segunda fase que incorporará sistemas de inteligência artificial multitarefa, projetados para analisar diversas fontes clínicas, identificar padrões, gerar alertas precoces e apoiar a equipe de atendimento.
O objetivo é avançar para uma arquitetura multissistema capaz de prever eventos clínicos do paciente em estado crítico por meio do monitoramento térmico, da detecção de eventos adversos, da vigilância de infecções, do controle da diurese, do acompanhamento glicêmico e da análise de prontuários médicos.
O projeto não pretende substituir o profissional de saúde, mas sim ser uma ferramenta de apoio que o ajude a ter uma visão global da evolução do paciente. “A IA deve atuar como um sistema de auxílio, não como um substituto. Queremos que os profissionais disponham de ferramentas que lhes permitam antecipar-se, priorizar melhor e reduzir a carga operacional em um ambiente tão complexo quanto a UTI”, explicou Juan José Beunza, professor titular de Saúde Pública e Educação Interprofissional da Universidade Europeia.
Nessa linha, ele destacou que o projeto se encontra “em uma fase decisiva”, a de construir os alicerces tecnológicos, clínicos e éticos de uma UTI aprimorada pela inteligência artificial. “Ainda é cedo para falar de resultados definitivos, mas cada sensor conectado, cada protocolo validado e cada dado estruturado nos aproxima de uma medicina intensiva mais segura, personalizada, antecipatória e eficiente”, indicou.
A iniciativa é promovida pelo grupo IASalud, liderado pelo próprio Juan José Beunza, juntamente com o responsável clínico pela medicina intensiva do centro hospitalar do Grupo HLA e com José Luis Lafuente, também docente da UEM e responsável pelo desenvolvimento tecnológico e integração da IoMT (Internet of Medical Things).
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