Publicado 03/07/2026 14:22

A hodofobia, ou medo de viajar, pode causar distúrbios do sono e palpitações dias antes

Archivo - Arquivo - Passageiro com jet lag sentado em cima da mala no aeroporto, com um avião sobrevoando o local.
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / MIKKELWILLIAM - Arquivo

MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -

A especialista em medicina interna e gerente médica de e-Health da Cigna Healthcare Espanha, Daniela Silva, explicou que a hodofobia — como é conhecido o medo irracional de viajar — pode causar palpitações, tensão muscular, desconfortos digestivos ou dificuldades para dormir, mesmo dias antes da viagem.

Conforme ela detalhou, o gatilho desse medo varia de caso para caso e, embora possa estar relacionado ao deslocamento, como o medo de voar ou de dirigir, também pode se concentrar em outros aspectos muito diversos da viagem, como o fato de se afastar do ambiente habitual, sentir-se preso em uma situação da qual é difícil escapar ou antecipar que possa precisar de assistência médica longe de casa.

A Cigna Healthcare esclareceu que a hodofobia nem sempre está ligada a uma experiência ruim anterior, mas pode ser resultado de uma predisposição genética, de certos traços de personalidade ou da tendência de interpretar algumas situações como ameaçadoras.

Por trás da resposta de ansiedade existe uma explicação neurobiológica. Quando uma pessoa com uma fobia específica se depara com a situação que teme, ou mesmo quando a antecipa, o cérebro ativa os circuitos relacionados ao medo, especialmente a amígdala, uma estrutura responsável por detectar ameaças e colocar o organismo em estado de alerta.

Como consequência, desencadeia-se uma série de alterações fisiológicas, como o aumento da frequência cardíaca, a aceleração da respiração ou a tensão muscular. Embora essa resposta constitua um mecanismo normal de sobrevivência, nas fobias ela é ativada diante de situações que não representam um perigo real e pode chegar a afetar diversos sistemas do organismo e alterar significativamente a qualidade de vida de quem sofre com isso.

Além disso, os especialistas alertaram que evitar a situação não faz com que o problema desapareça. Conforme explicaram, desistir de viajar costuma trazer um alívio imediato, mas essa solução pode fazer com que o cérebro interprete que realmente havia uma ameaça. Esse mecanismo de aprendizagem contribui para manter o medo a longo prazo e favorece que a resposta de ansiedade se manifeste com maior intensidade diante de situações futuras semelhantes.

Daniela Silva destacou que é importante prestar atenção aos sinais que interferem na vida cotidiana, a fim de identificar o problema a tempo e ajudar a evitar que o medo se torne crônico e limite progressivamente o bem-estar e a qualidade de vida.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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