MADRID 9 out. (EUROPA PRESS) -
O programa de pesquisa no qual a HM CINAC e a Fundación Mapfre colaboram alcançou avanços de relevância internacional na aplicação de ultrassom focal e terapia genética na doença de Parkinson.
Conforme informado na quinta-feira por ambas as instituições, a aliança, que começou em 2018, levou ao desenvolvimento, pela primeira vez, de ensaios clínicos destinados à correção precoce das anomalias que estão na base dos sintomas iniciais da patologia. A colaboração aproxima assim a pesquisa do paciente com avanços que "transformam a prática clínica" e abre uma nova etapa na luta contra o processo neurodegenerativo, disseram as instituições.
Assim, a Fundação de Pesquisa dos Hospitais HM (FiHM) e a Fundação Mapfre renovaram seu compromisso de colaborar para promover um novo projeto de pesquisa liderado pelo professor José A. Obeso, do Centro Integral de Neurociências HM CINAC, localizado no Hospital Universitário HM Puerta del Sur (Móstoles).
Nas palavras de Obeso, "a colaboração com a Fundación Mapfre foi decisiva para consolidar um modelo raro de pesquisa em neurociência que conecta a ciência básica com a clínica e demonstra que as descobertas experimentais podem ser transformadas em terapias reais para os pacientes".
Durante o período de 2018-2025 e, no âmbito do programa "Stop Parkinson", a equipe da Obeso alcançou vários marcos terapêuticos internacionais, incluindo o desenvolvimento do método de subtalamotomia usando ultrassom focal de alta intensidade (HIFU), que demonstrou melhorar significativamente os sinais cardinais (lentidão, rigidez muscular, tremor de repouso) nos estágios iniciais da doença; bem como a abertura controlada e reversível da barreira hematoencefálica (BBB) no nível experimental e em pacientes.
Na verdade, a equipe do HM CINAC, em colaboração com o professor Takada da Universidade de Kyoto (Japão), demonstrou pela primeira vez o acesso seletivo de vetores terapêuticos ao cérebro de primatas.
Os resultados obtidos nesses anos de colaboração foram publicados em revistas como "Nature Communication", "New England Journal of Medicine", "Lancet Neurology", "Science Advances" ou "JAMA Neurology".
NOVA FASE
Após os avanços alcançados, as duas instituições estão iniciando uma nova fase, que durará até 2028, focada no desenvolvimento de uma terapia genética de nova geração com o objetivo de modular a atividade neuronal dos circuitos cerebrais alterados pela deficiência de dopamina e retardar a progressão da patologia.
Esse novo programa possibilitará avaliar em modelos animais a eficácia e a segurança de vetores de administração direta, abrindo a barreira hematoencefálica no núcleo subtalâmico e em outros pontos relevantes dos circuitos neuronais envolvidos nessa condição, com o objetivo final de desenvolver um estudo clínico em pacientes, pioneiro no cenário internacional, para comprovar a eficácia terapêutica dessa terapia, além de consolidar uma plataforma translacional estável que combina neuroimagem avançada, ultrassom e terapia gênica.
O objetivo a médio prazo é obter um tratamento capaz não apenas de aliviar os sintomas, mas também de modificar o curso dessa doença, abrindo uma nova etapa em seu tratamento.
O presidente da HM Hospitals, Juan Abarca, enfatizou que a realização desse acordo exemplifica a essência da HM Hospitals, "combinando ciência, cuidado e inovação com um profundo compromisso social".
"A aliança com a Fundação Mapfre nos permitiu avançar em um campo onde o benefício transcende o médico e se transforma em esperança para milhares de famílias. No HM Hospitals, acreditamos que o compromisso com a pesquisa translacional não é apenas uma decisão estratégica, mas um dever ético. Quero expressar nossa gratidão à Fundação Mapfre por sua confiança e por nos acompanhar durante todos esses anos em um caminho compartilhado de compromisso, pesquisa e serviço à sociedade", disse ele.
Para a Fundação Mapfre, a colaboração representa "um modelo exemplar de cooperação entre instituições comprometidas com a ciência e a sociedade". Nesse sentido, o primeiro vice-presidente da Fundación Mapfre, José Manuel Inchausti, destacou que o apoio à HM CINAC reflete sua "missão de contribuir para o bem-estar das pessoas por meio de projetos de alto impacto social".
"Os resultados que estamos apresentando hoje mostram que a colaboração entre a iniciativa privada e a pesquisa biomédica pode transformar realidades e abrir novas oportunidades de tratamento para doenças neurodegenerativas", acrescentou.
Ao longo desses anos de colaboração, essa aliança promoveu o treinamento de jovens pesquisadores, a criação de infraestruturas de pesquisa de ponta e a divulgação científica de qualidade em nível nacional e internacional.
Olhando para o futuro, ambas as entidades expressaram sua intenção de continuar trabalhando para transformar a inovação em resultados tangíveis, fortalecendo a liderança do HM CINAC como centro de referência global no estudo e tratamento da doença de Parkinson.
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