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MADRID, 12 jun. (EUROPA PRESS) -
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) causou, no ano passado, 1,2 milhão de novos casos em todo o mundo e 570 mil mortes, o que representa uma redução de 43% e 57%, respectivamente, em comparação com o ano de 2010, conforme consta de um relatório publicado pela ONUSIDA nesta sexta-feira.
Em 2025, um total de 40,9 milhões de pessoas viviam com HIV em todo o mundo, das quais 88% sabiam de seu estado sorológico. Dentre elas, 89% estavam em tratamento e, dessas, 95% apresentavam supressão viral.
Embora esses dados estejam próximos da meta 95-95-95 estabelecida pela ONUSIDA para erradicar a AIDS até 2030, a agência da ONU afirmou que “o mundo não está no caminho certo” para atingir esses números, em consequência dos cortes no financiamento externo, o retrocesso nos direitos humanos e a falta de investimento e priorização na prevenção do HIV e nos serviços comunitários.
Conforme consta no relatório, a redução de 23% no financiamento da ajuda mundial ao desenvolvimento, que representa a maior queda já registrada, afetou significativamente os programas de HIV. “Não há dúvida de que esta é a interrupção mais grave na resposta ao HIV desde que o mundo se uniu para combater esta doença”, alertou a diretora executiva da ONUSIDA, Winnie Byanyima.
Os programas de testagem para o HIV diminuíram 22% em ambientes de alta prevalência entre 2024 e 2025, o que implica um aumento no número de pessoas que não têm acesso ao tratamento e a propagação do vírus. A adoção da profilaxia pré-exposição (PrEP) caiu 38% em 62 países e, em algumas nações, o financiamento para programas de preservativos diminuiu 93% e os recursos destinados a programas que garantem o acesso a serviços de prevenção foram reduzidos em 80%.
Embora 32,1 milhões de pessoas infectadas recebessem tratamento antirretroviral, 2,7% a mais do que em 2024, 8,8 milhões continuavam sem receber tratamento e até cinco milhões desconheciam ser portadoras do vírus.
PROGRESSO DESIGUAL
O progresso é desigual entre as regiões, segundo o relatório, que registra um aumento no número de infecções registradas desde 2010 na Europa Oriental e Ásia Central, Oriente Médio e Norte da África, e América Latina.
Todas as semanas, 3.000 adolescentes e mulheres jovens na África Subsaariana contraem o HIV, o que, para a ONUSIDA, é um dos sinais mais claros de que o mundo não está conseguindo alcançar algumas das populações mais vulneráveis.
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