ALBINA GAVRILOVIC/ ISTOCK - Arquivo
MADRID 1 jun. (EUROPA PRESS) -
Os níveis insuficientes do hormônio paratireóideo (PTH), que resultam em hipoparatireoidismo crônico, acarretam comprometimento multiorgânico, especialmente nos sistemas renal, ósseo e neurológico, o que pode se tornar “grave e muito debilitante”, afetando o dia a dia do paciente e, inclusive, podendo comprometer sua vida, segundo a especialista em Endocrinologia do Hospital Universitário Ruber Juan Bravo, María Cortés.
Por ocasião do Dia Mundial do Hipoparatireoidismo Crônico, comemorado em 1º de junho, a Ascendis Pharma, em parceria com a Associação Espanhola de Câncer de Tireoide (AECAT), reuniu pacientes, familiares e profissionais de saúde em uma atividade de treinamento funcional para “dar visibilidade à doença, informar sobre os desafios que ainda precisam ser superados no tratamento do hipoparatireoidismo crônico e também para destacar a importância do exercício físico adaptado para esses pacientes”.
“É UMA PATOLOGIA DESCONHECIDA, INVISÍVEL”
O hipoparatireoidismo é uma doença endócrina rara que afeta múltiplos órgãos, com uma prevalência estimada de 32 pacientes por cada 100.000 habitantes, afetando cerca de 13.000 pessoas na Espanha.
Essa doença é causada por níveis insuficientes de PTH, o principal regulador da homeostase do cálcio e do fosfato no organismo, o que provoca alterações importantes no metabolismo do cálcio, afeta diversos órgãos e prejudica a qualidade de vida dos pacientes.
Muitos dos pacientes sofrem desta doença como sequela de uma cirurgia cervical, embora, em outros pacientes, o hipoparatireoidismo seja de origem genética ou autoimune, ou tenha outras causas menos frequentes.
Por sua vez, a presidente da AECAT, Arantxa Sáez, reivindicou maior visibilidade e conhecimento sobre a doença. “O hipoparatireoidismo crônico tem impacto além dos exames laboratoriais. Afeta sua saúde mental, sua saúde física e os ambientes de trabalho e familiar. Além disso, é uma patologia desconhecida, invisível, e isso aumenta a insegurança dos pacientes e de seus familiares”, afirmou.
Nesse sentido, a Dra. Cortés lembrou a importância de manter a doença bem controlada. “Quando a doença não está bem controlada, os níveis de cálcio podem subir ou descer, e isso, de forma aguda, pode chegar a causar convulsões, arritmias e, nos casos mais graves, até mesmo a morte”, concluiu.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático