Publicado 30/05/2025 06:44

Hematologistas pedem um modelo de atendimento abrangente e coordenado para sobreviventes de câncer no sangue

Archivo - Arquivo - Um simples exame de sangue é suficiente para detectar positividade para
BLUEBERRY DIAGNOSTICS - Arquivo

MADRID 30 maio (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Hematologia (SEHH) chamou a atenção para a necessidade de desenvolver um modelo de atendimento contínuo, abrangente e personalizado que inclua vigilância médica, além de abordar as consequências físicas, emocionais e sociais que afetam os sobreviventes de câncer no sangue.

Essa é a posição da SEHH por ocasião do Dia Mundial dos Sobreviventes do Câncer, que será comemorado em 1º de junho. A Sociedade reitera seu compromisso com os sobreviventes de longo prazo do câncer de sangue, um grupo que está crescendo em número graças aos avanços no diagnóstico e no tratamento, mas que, segundo a Sociedade, continua a enfrentar desafios significativos na área da saúde.

"Os sobreviventes de longo prazo são aqueles pacientes que permaneceram livres da doença por pelo menos cinco anos após o tratamento", disse Izaskun Zeberio Etxetxipia, hematologista do Hospital Universitário Donostia, em Gipuzkoa.

Atualmente, o SEHH ressalta que esse conceito de sobrevivente longo evoluiu, e devemos levar em conta outro tipo de sobrevivente longo que não está curado e com doença avançada, que pode permanecer por períodos muito longos com bom controle da doença e excelente qualidade de vida e que, como os demais, tem uma série de necessidades que precisam ser tratadas de forma eficaz.

"Esses pacientes frequentemente sofrem sequelas que exigem cuidados especializados e acompanhamento prolongado. Entre as mais frequentes estão: problemas cardiovasculares derivados de tratamentos anteriores; infertilidade e alterações hormonais, especialmente em pacientes jovens; fadiga crônica; ansiedade; medo de recaída e outras afecções emocionais", diz o especialista.

COORDENAÇÃO E TREINAMENTO: AS CHAVES PARA O MONITORAMENTO DE LONGO PRAZO

O SEHH pede uma melhor coordenação entre hematologistas, médicos da atenção primária, enfermeiros e profissionais de saúde psicológica, destacando a necessidade de relatórios clínicos detalhados a serem elaborados por especialistas em hematologia para facilitar o acompanhamento do paciente na atenção primária; promover treinamento específico para profissionais não especializados em hemato-oncologia; definir programas estruturados de exercícios físicos e promoção de hábitos saudáveis, bem como triagem psicossocial para identificar necessidades emocionais não expressas.

"Os sobreviventes de câncer representam um desafio crescente para o sistema de saúde, que deve se adaptar para oferecer respostas a esse novo perfil de paciente crônico, o que deve envolver o desenvolvimento de protocolos claros, modelos de acompanhamento compartilhados e maior investimento em recursos humanos e treinamento", diz Zeberio.

"Os longos sobreviventes são um sinal das conquistas alcançadas na luta contra o câncer, mas também um lembrete de que o cuidado deve ir além da cura. Nosso compromisso é trabalhar por um atendimento mais humano, coordenado e adaptado às suas novas necessidades", conclui Zeberio.

DIRETRIZ DE PRÁTICA CLÍNICA

Em 2024, o SEHH e a Sociedade Espanhola de Medicina Familiar e Comunitária (semFYC) publicaram o Guia de Prática Clínica para Sobreviventes de Longo Prazo de Câncer Hematológico, um recurso que eles afirmam ser "fundamental e pioneiro" na abordagem abrangente de pacientes que sobreviveram ao câncer de sangue.

"Dado o número crescente de pessoas que conseguem sobreviver além de cinco anos após o tratamento, este guia cobre uma necessidade urgente que tem sido negligenciada até agora: oferecer diretrizes claras e acordadas para seu acompanhamento de longo prazo, especialmente na Atenção Primária", explica o SEHH.

Seu conteúdo enfatiza a detecção precoce e o gerenciamento dos efeitos tardios do tratamento, como doenças cardíacas, segundas neoplasias malignas, distúrbios hormonais e problemas psicológicos. "Voltado principalmente para profissionais de Medicina de Família e Comunidade, esse guia promove um acompanhamento homogêneo, personalizado e eficaz, fornecendo recomendações específicas de acordo com o tipo de câncer e o tratamento recebido", diz a Sociedade.

Ele também destaca a importância de promover hábitos saudáveis, como boa alimentação e exercícios físicos, e inclui ferramentas práticas, como algoritmos de triagem, para facilitar a detecção precoce de complicações. O guia, que conta com o apoio da AEAL, a Associação Espanhola de Pessoas Afetadas por Linfoma, Mieloma e Leucemia, e do Grupo Espanhol de Pacientes com Câncer (GEPAC), está disponível para consulta e download nos sites da SEHH e da semFYC.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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