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MADRID 3 set. (EUROPA PRESS) -
O chefe do Serviço de Hematologia e Hemoterapia do MD Anderson Cancer Center Madrid-Hospiten, Adolfo de la Fuente, destacou que os novos avanços da medicina personalizada representam uma "nova etapa" contra a leucemia mieloide aguda e que uma avaliação integral de cada paciente, levando em conta a idade, as comorbidades e as características específicas do câncer, permite a elaboração de terapias mais eficazes e seguras.
Nesse sentido, ele falou sobre os novos avanços nas terapias direcionadas, incluindo os inibidores de FLT3 e IDH, ou os "promissores" inibidores de menina, que demonstraram induzir a remissão em estudos clínicos, tudo isso durante a 50ª edição da 'Conferência Científica Hospiten Paitilla 2.0'.
De la Fuente também destacou o "trabalho transcendental" dos ensaios clínicos, que são os que permitem incorporar essas terapias de forma segura e eficaz, e depois ressaltou o valor do intercâmbio profissional e da capacitação contínua como "pilares fundamentais" na evolução terapêutica dessas patologias.
"A incorporação de terapias direcionadas mais personalizadas para a leucemia aguda destaca uma nova etapa baseada na biologia molecular e na precisão terapêutica", acrescentou.
Ele também abordou outras formas inovadoras de tratamento, como as terapias CAR-T, que oferecem "novas possibilidades" para a cura de doenças hematológicas que não contam com tratamentos eficazes, como alguns linfomas B e a leucemia B aguda.
AVANÇOS NAS TÉCNICAS CIRÚRGICAS
Por outro lado, o diretor médico e chefe do Serviço de Oncologia Cirúrgica, Dr. Santiago González, disse que atualmente há muitos avanços "significativos" em termos de impacto no prognóstico e na qualidade de vida dos pacientes.
González quis destacar as técnicas minimamente invasivas, como a cirurgia laparoscópica e robótica, que oferecem uma melhor recuperação sem comprometer a eficácia do tratamento, embora também tenha enfatizado a importância da cirurgia guiada por rádio e da biópsia seletiva de linfonodo sentinela, que permitem intervenções "mais precisas e menos agressivas", preservando estruturas e melhorando a qualidade de vida.
Com relação aos avanços tecnológicos, o especialista destacou que a incorporação da cirurgia robótica remota pode abrir novas possibilidades para a realização de cirurgias complexas em contextos geograficamente dispersos.
"Trabalhar em um ambiente multidisciplinar pode melhorar significativamente os resultados para os pacientes, pois integra várias especialidades e abordagens, favorecendo um tratamento mais completo e avançado para uma doença tão complexa e multifacetada como o câncer", acrescentou.
Em seguida, ele falou sobre o papel essencial da mentoria na medicina, que complementa a formação acadêmica com a experiência de profissionais consolidados e que é "essencial" para treinar profissionais médicos de forma personalizada, fornecendo-lhes tanto conhecimento técnico quanto habilidades para o tratamento de pacientes, a comunicação de notícias difíceis e o gerenciamento de seus medos.
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