Publicado 23/10/2025 09:20

Health publica um guia para os pais acompanharem seus filhos na sala de cirurgia

Archivo - Arquivo - Sala de cirurgia, anestesia, operação, intervenção cirúrgica.
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / MONKEYBUSINESSIMAGES

MADRID 23 out. (EUROPA PRESS) -

O Ministério da Saúde publicou nesta quinta-feira um guia de recomendações para facilitar aos pais ou responsáveis o acompanhamento de menores durante as cirurgias, uma ação que busca promover um atendimento "mais humano e próximo" no campo pediátrico.

O guia indica que o acompanhamento deve ser realizado sem que os pais interfiram na atividade clínica, e deve estar sob a supervisão direta da equipe de atendimento, para a qual foi definida uma série de regras "claras" para os acompanhantes de menores, incluindo restrições comportamentais e requisitos de higiene.

O protocolo estabelece que a presença dos pais será voluntária e deverá ser previamente planejada, priorizando os casos de crianças com menos de cinco anos de idade e de pacientes com necessidades especiais, desde que as condições clínicas e estruturais o permitam. De fato, foram excluídas situações de urgência vital, limitações de espaço ou razões de segurança sanitária.

Permitir que menores de idade sejam acompanhados por uma pessoa de referência ajuda a tranquilizá-los, melhora sua colaboração com a equipe de saúde e contribui para tornar toda a experiência menos estressante, tanto para eles quanto para suas famílias, e também pode reforçar aspectos de segurança, como o cumprimento do jejum ou a revisão de contraindicações.

As recomendações abrangem desde a consulta pré-anestésica, em que o acompanhante é informado e autorizado a participar, até a fase de recuperação pós-anestésica, incluindo o acesso à sala de cirurgia, a preparação higiênica do ambiente e o desenvolvimento da indução, bem como outras áreas, como radiologia intervencionista, oncologia pediátrica ou procedimentos ambulatoriais.

Da mesma forma, está previsto um sistema de avaliação do protocolo por meio de pesquisas de satisfação e revisões periódicas, a fim de garantir sua melhoria contínua e adaptação às evidências científicas disponíveis.

"Sabe aquele momento em que seu filho ou filha entra na sala de cirurgia e você fica do lado de fora com um nó na garganta? O Ministério da Saúde elaborou um guia para que os pais acompanhem seus filhos até que eles adormeçam sob anestesia. É uma medida que parece simples, mas é de enorme valor para as famílias", disse a Ministra da Saúde, Mónica García, em um vídeo.

Ela continuou explicando que o fato de uma criança pequena ou com autismo poder "entrar segurando a mão da mãe" ou "olhar para o pai" e se sentir segura é um gesto que "reduz o medo e melhora a atenção", pois o texto reconhece que o momento anterior à operação pode gerar nervosismo ou medo em 60% dos menores.

García também enfatizou que isso é algo que já é feito em muitos lugares na Espanha, e que esse documento esclarece como fazê-lo "de forma segura, higiênica e sem interromper" o trabalho da equipe, que deve sempre dar o aval.

"É mais um passo em direção a um sistema de saúde mais cotidiano, mais próximo e mais empático, porque cuidar também é acompanhar", concluiu o ministro.

Este documento foi coordenado pela Subdiretoria Geral de Qualidade em Saúde da Direção Geral de Saúde Pública e Equidade em Saúde, e desenvolvido com a colaboração dos departamentos de humanização das comunidades autônomas, profissionais de saúde e sociedades científicas, como a Sociedade Espanhola de Anestesia, Reanimação e Terapia da Dor (SEDAR) e a Sociedade Espanhola de Cirurgia Pediátrica (SECP).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado