Ricardo Rubio - Europa Press - Arquivo
MADRID 24 set. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira o lançamento de uma pesquisa dirigida aos farmacêuticos para avaliar e renovar o modelo de atenção farmacêutica comunitária em toda a Espanha, mais de duas décadas após a publicação do primeiro documento de Consenso sobre Atenção Farmacêutica Comunitária.
O questionário inclui perguntas para saber a opinião do farmacêutico sobre se as administrações públicas devem pagar pelos serviços farmacêuticos prestados nas farmácias comunitárias, uma das reivindicações que esses profissionais vêm pedindo há anos.
Ele também busca descobrir se as farmácias comunitárias poderiam fortalecer seu compromisso com a comunidade colaborando com outros profissionais que oferecem abordagens complementares à saúde.
A Health também perguntou sobre possíveis ideias a serem implementadas nesse modelo futuro, como a possibilidade de a assistência farmacêutica comunitária considerar fatores pessoais e ambientais que afetam a saúde, além dos aspectos clínicos.
Assim, as farmácias comunitárias poderiam incluir a identificação de pessoas em situação de vulnerabilidade social, monitorando os casos e avaliando seu encaminhamento a outros recursos, como centros de saúde, associações de bairro ou grupos de apoio.
Nesse sentido, a Health pergunta aos profissionais se os currículos de graduação e formação profissional em farmácia deveriam dar mais ênfase à forma como os fatores sociais influenciam a saúde das pessoas e sua relação com os tratamentos farmacológicos.
A pesquisa também levanta a possibilidade de que as farmácias comunitárias possam contribuir para o conhecimento dos problemas de saúde mais frequentes na área, desde que a confidencialidade dos dados seja garantida e exclusivamente para fins de saúde.
Outra proposta é que as farmácias comunitárias possam oferecer serviços de revisão regular do tratamento, apoio à adesão terapêutica e ajuda na administração de medicamentos, em coordenação com outros profissionais de saúde, razão pela qual também foi aberta a possibilidade de as administrações públicas estabelecerem canais de comunicação bidirecionais entre as farmácias comunitárias e a atenção primária.
Este questionário também tem como objetivo reunir a percepção do estado atual da assistência farmacêutica comunitária, analisar a dinâmica existente e as experiências relevantes para melhorar o serviço e explorar como essa assistência deve ser integrada ao Sistema Nacional de Saúde.
Embora o Ministério da Saúde tenha reconhecido que o texto atual, publicado em 2002, estabeleceu as bases para as práticas de dispensação, indicação farmacêutica e monitoramento farmacoterapêutico individualizado, considerou necessário atualizá-lo para refletir a transformação vivenciada nas farmácias comunitárias e para orientar futuros desenvolvimentos regulatórios e organizacionais.
Para garantir a maior representatividade possível, a pesquisa será divulgada por meio dos canais institucionais do Ministério da Saúde e das entidades participantes do grupo de trabalho, sendo a consulta totalmente anônima e sem coleta de dados de identificação.
Uma vez encerrada a pesquisa, em 15 de outubro, um grupo de especialistas representantes dos diferentes agentes envolvidos na farmácia comunitária e no Sistema Nacional de Saúde, e sua análise, contribuirão para a elaboração de um novo documento focado em uma assistência farmacêutica "mais próxima, integrada, equitativa e sustentável".
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