MADRID 31 jul. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Saúde defendeu as mudanças que pretende introduzir no comitê de especialistas encarregado de elaborar o exame MIR (residência médica interna), que levaram à renúncia de vários de seus membros, enfatizando que essas modificações não afetam o rigor do processo, mas sim "buscam fortalecer sua legitimidade e adaptação ao atual marco regulatório".
"Em nenhum caso a qualidade do exame ou o nível de exigência que caracteriza esse teste está sendo colocado em risco. Pelo contrário, o Ministério está trabalhando em coordenação com equipes de especialistas e profissionais qualificados para garantir que os mais altos padrões técnicos e científicos sejam mantidos no desenvolvimento e avaliação do teste", disse o Departamento de Saúde à Europa Press.
Para o Ministério, o processo de "adaptação" que está sendo realizado responde a um "compromisso firme" com o cumprimento das normas vigentes, como os princípios de representatividade territorial e outros critérios que reforçam a transparência e a legitimidade do procedimento.
A esse respeito, o Secretário de Estado da Saúde, Javier Padilla, destacou na rede social 'X' que as mudanças buscam "maior pluralidade na origem dos especialistas, maior transparência em seus critérios de nomeação" e "maior transparência no que lhes é solicitado". Ele afirmou que esses aspectos não mudarão o exame "em nada".
O Departamento de Saúde expressou seu "respeito" pelo trabalho realizado até agora pelos membros dos comitês e insistiu que as mudanças "não distorcem o exame".
"Entendemos que os processos de modernização e adaptação regulatória podem gerar preocupações e resistências. No entanto, é necessário assumir que estamos em um momento de transição que exige a atualização de estruturas e procedimentos para alinhá-los aos valores de equidade, participação e transparência que regem toda a administração pública", concluíram.
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