Publicado 30/09/2025 09:14

A Health adverte que dividir ou esmagar os comprimidos e abrir as cápsulas para facilitar a deglutição pode alterar a eficácia

Archivo - Arquivo - Comprimido esmagado, comprimido esmagado.
ANILAKKUS/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 30 set. (EUROPA PRESS) -

A Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos para a Saúde (AEMPS), subordinada ao Ministério da Saúde, adverte que a manipulação de formas farmacêuticas orais sólidas, como comprimidos ou pílulas, pode influenciar negativamente sua eficácia terapêutica e causar reações adversas, tanto para os pacientes quanto para aqueles que manipulam os medicamentos.

Além disso, essa manipulação pode ter um impacto maior sobre as formas de dosagem de liberação modificada (por exemplo, liberação retardada, como a gastrorresistente ou a de liberação prolongada), comprimidos sublinguais (pois não devem ser engolidos) e medicamentos com uma faixa terapêutica estreita. Portanto, em geral, os medicamentos não devem ser manuseados.

Entretanto, ele entende que, excepcionalmente, pode haver a necessidade de manipular a forma de dosagem para facilitar a administração, usando práticas como dividir, esmagar, dissolver comprimidos ou abrir cápsulas, bem como misturar com espessantes e alimentos. Portanto, é essencial ter em mente que nem todos os medicamentos podem ser manipulados sem comprometer sua eficácia ou segurança e que, se necessário, a bula deve ser consultada primeiro.

Entre os casos excepcionais, ele destaca os contextos clínicos e de saúde que dificultam o uso dessas formas farmacêuticas, como problemas de deglutição (especialmente relevantes em pacientes geriátricos ou institucionalizados), o uso de sondas enterais, a administração em crianças ou a necessidade de fazer ajustes de dose.

O QUE ACONTECE SE UM MEDICAMENTO FOR MANUSEADO?

Esse órgão alerta que a adulteração de um medicamento pode levar a uma falta de eficácia, devido à degradação da substância ativa ou a alterações na liberação da substância ativa e no local de absorção e, como consequência, a alterações na biodisponibilidade do medicamento.

Além disso, alterações organolépticas, como mudanças no sabor, na cor, etc.; irritação ou lesões na mucosa oral ou gastrointestinal, especialmente esôfago e estômago. Além disso, a pessoa que manuseia o medicamento pode ser acidentalmente exposta a ele, o que pode causar, entre outros problemas, danos dérmicos, oculares ou nas mucosas.

RECOMENDAÇÕES DE AÇÃO PARA PACIENTES E PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Antes de manusear qualquer forma de dosagem, em primeiro lugar, lembre-se de que é importante consultar a ficha técnica ou a bula do medicamento para verificar se métodos alternativos de administração são aceitáveis, como dividir, esmagar, dispersar os comprimidos ou abrir as cápsulas para facilitar a deglutição.

Se não for previsto um método de administração adequado para o paciente, a Agência recomenda que sejam buscadas formas de dosagem alternativas que permitam a administração sem manipulação. Esse é o caso, por exemplo, das formas de dosagem oral líquida (soluções, suspensões ou gotas orais) ou de algumas formas sólidas, como as formas orodispersível, sublingual, mastigável ou dispersível.

Se não houver formas de dosagem adequadas disponíveis, a recomendação é consultar o profissional de saúde (ou o serviço de farmácia do centro de saúde ou hospital) para determinar se e como o medicamento pode ser manipulado. Como alternativa, para alguns ingredientes ativos, a formulação magistral de soluções orais é considerada, especialmente para uso em pediatria.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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