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MADRID, 13 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Haiti decretaram nesta segunda-feira três dias de luto nacional, a partir de terça-feira, pela “tragédia” ocorrida no fim de semana em um local turístico muito concorrido do Haiti, onde pelo menos 30 pessoas morreram em uma debandada.
O gabinete do primeiro-ministro haitiano, Alix Didier Fils-Aimé, indicou em um comunicado publicado nas redes sociais que a decisão foi tomada durante uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros para tratar do ocorrido na Cidadela de Laferrière.
“Nestes momentos de profunda aflição, a República se curva solenemente diante da memória das vítimas e envia suas sinceras condolências às famílias enlutadas”, afirmou, antes de confirmar os três dias de luto entre 14 e 16 de abril e garantir que o Governo arcará com as despesas funerárias.
“Durante esse período, a bandeira nacional hasteará a meio mastro como sinal de reflexão, respeito e unidade nacional”, destacou, ao mesmo tempo em que reiterou que o Estado “cumprirá seu dever de proteção, verdade e justiça”, incluindo medidas para “levar à justiça” os responsáveis pelo incidente.
Assim, Fils-Aimé pediu à população “unidade, dignidade e senso de responsabilidade” diante da situação, após a morte de 30 pessoas em uma debandada supostamente causada por um grande afluxo de visitantes na Cidadela de Laferrière, localizada no município de Milot, no norte do país.
A fortificação, que data do século XIX e é reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), constitui uma das principais atrações turísticas do país caribenho. Construída por antigos escravos, é considerada também um emblema da luta do Haiti pela sua liberdade contra o domínio colonial francês.
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