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MADRID, 21 abr. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lamentou nesta segunda-feira a morte do papa Francisco, de quem disse que "foi um mensageiro de esperança, humildade e humanidade", depois que o Vaticano confirmou sua morte aos 88 anos em sua residência na Casa Santa Marta, no Vaticano.
"Uno-me ao mundo para lamentar o falecimento de Sua Santidade o Papa Francisco, um mensageiro de esperança, humildade e humanidade", disse ele em uma declaração, na qual ressaltou que o pontífice "foi uma voz transcendente em defesa da paz, da dignidade humana e da justiça social".
A declaração ressaltou que "ele deixa um legado de fé, serviço e compaixão para todos, especialmente para aqueles que estão à margem da vida ou presos pelos horrores do conflito". "O Papa Francisco foi um homem de fé para todas as crenças, trabalhando com pessoas de todas as crenças e origens para iluminar um caminho a seguir", acrescentou.
"Ao longo dos anos, as Nações Unidas foram muito inspiradas por seu compromisso com os objetivos e ideais de nossa organização, uma mensagem que transmiti em minhas reuniões com ele como secretário-geral", disse Guterres, que também lembrou que durante a visita "histórica" do papa à sede da ONU em 2015 "ele falou sobre o ideal da organização de 'uma família humana'".
O Papa Francisco também entendeu que a proteção de nossa casa comum é, em sua essência, uma missão e uma responsabilidade profundamente moral que diz respeito a todas as pessoas", explicou, ao mesmo tempo em que enfatizou que "sua encíclica papal, Laudato Si, foi uma contribuição fundamental para a mobilização global que culminou no histórico Acordo de Paris sobre mudanças climáticas".
Nesse sentido, ele lembrou que "o Papa Francisco disse: 'O futuro da humanidade não está exclusivamente nas mãos dos políticos, dos grandes líderes ou das grandes empresas, mas, em sua maior parte, está nas mãos daqueles que reconhecem o outro como um 'você' e a si mesmos como parte de um 'nós'".
"Nosso mundo dividido e discordante será um lugar muito melhor se seguirmos seu exemplo de unidade e compreensão mútua em nossas ações", enfatizou. "Ofereço minhas sinceras condolências aos católicos e a todos aqueles ao redor do mundo inspirados pela vida extraordinária e pelo exemplo do Papa Francisco", acrescentou.
O Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, juntou-se às condolências, observando em sua conta na rede social X que o Papa "se levantou e falou, incansavelmente, em nome dos pobres, dos perseguidos, das vítimas da guerra, dos refugiados, dos migrantes".
Da mesma forma, o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, disse estar "triste" com a notícia e lembrou o Papa como uma pessoa "profundamente preocupada com a justiça, a paz e a dignidade humana".
Por sua vez, o comissário geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), Philippe Lazzarini, enfatizou que "sua voz ajudou a chamar a atenção para a significativa desumanização da guerra em Gaza e além", ao mesmo tempo em que destacou o papel do Papa Francisco no apoio ao cessar-fogo na Faixa e à libertação de todos os reféns.
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