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MADRID, 26 abr. (EUROPA PRESS) -
O Estado-Maior Central das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), liderado por “Iván Mordisco”, fechou as portas a qualquer possibilidade de negociação com o governo colombiano com uma série de 26 atentados perpetrados em apenas 48 horas, sendo que o mais grave deles causou a morte de treze pessoas que viajavam em um micro-ônibus que circulava pela Via Panamericana.
Os ataques foram perpetrados nos departamentos de Cauca e Valle desde sexta-feira, quando um micro-ônibus-bomba foi detonado na sede da Terceira Brigada do Exército, no sul de Cali, uma das instalações militares mais importantes do sudoeste do país.
Já no sábado, os guerrilheiros de “Mordisco” montaram um bloqueio na Via Panamericana na altura da aldeia El Túnel, em Cajibío (Cauca), e provocaram um engarrafamento na rodovia. Quando as forças militares chegaram, houve um confronto e os guerrilheiros fugiram, deixando para trás uma carga explosiva em um bueiro. A detonação lançou dois veículos pelos ares e atingiu uma “chiva” — ônibus típico colombiano — e ônibus intermunicipais, causando a morte de treze pessoas e deixando 38 feridos.
CAUCA, ISOLADO
Na rodovia ficou um cratera de pelo menos cinco metros de profundidade que mantém Cauca isolado. “Cauca não pode continuar enfrentando sozinha essa barbárie”, afirmou o governador de Cauca, Octavio Guzmán. “Estamos diante de uma escalada terrorista que exige respostas imediatas. Exigimos do Governo Nacional ações contundentes, sustentadas e eficazes diante da grave crise de ordem pública que vivemos; além disso, a presença urgente do Ministério da Defesa em Cauca”, acrescentou.
O general Hugo López Barreto, comandante-geral das Forças Armadas da Colômbia, informou ainda sobre outros ataques com armas de fogo, uso de drones com explosivos e ataques contra militares, policiais e população civil, 26 no total em 48 horas.
“Esses ataques são fruto de seu desespero, pois temos desenvolvido operações contra ‘Mordisco’ por todo o país, e isso demonstra sua crueldade. Reforçamos nossas capacidades nessas áreas e tudo isso visa o controle dos corredores do tráfico de drogas”, indicou López.
Na manhã de sexta-feira, vários cilindros explosivos foram lançados contra o quartel militar Pichincha, em Cali. No mesmo dia, em Palmira, outro ataque com cilindros foi perpetrado contra o batalhão Agustín Codazzi.
Na madrugada e na manhã de sábado, guerrilheiros atacaram com fuzis e granadas em Potrerito, na zona rural de Jamundí, e mais tarde, em Robles, também em Jamundí, ocorreram tiroteios e uso de drones.
Mais tarde, no distrito de Santa Ana, em El Tambo, a base da Polícia foi atacada com um drone carregado com explosivos. Até o momento, foram relatados apenas danos materiais.
Outro ataque foi registrado na Via Panamericana, no setor de Mercaderes, onde um artefato explodiu ao passar um veículo da empresa Transipiales e oito pessoas ficaram feridas, entre elas um menor de idade.
Em Popayán, capital de Cauca, militares neutralizaram um drone com explosivos antes que ele atingisse seu alvo e, em Miranda, no norte de Cauca, vários vagões da indústria da cana foram incendiados.
Nesta ofensiva, também foi atacado o radar de Santana, em El Tambo (Cauca), uma infraestrutura essencial para o controle do tráfego aéreo no sudoeste do país. Homens armados atacaram o radar, mas foram repelidos pelos militares. No entanto, as instalações ficaram fora de serviço após o impacto de vários explosivos lançados por drones.
Após os ataques, o presidente colombiano, Gustavo Petro, ordenou a intensificação das operações militares contra a guerrilha. “Aqueles que atacaram e mataram civis em Cajibío, muitos deles indígenas, são terroristas, fascistas e narcotraficantes. As frentes do conhecido como 'Iván Mordisco' no Cauca são criminosos que cometem crimes contra a humanidade e devem ser tratados como tal. Quero a máxima perseguição mundial contra esse grupo narcoterrorista", afirmou nas redes sociais.
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