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MADRID 29 abr. (EUROPA PRESS) -
A principal empresa de telecomunicações da Groenlândia, a Tusass, considerou que os problemas registrados em parte da ilha após o apagão de segunda-feira na Espanha foram resolvidos e defendeu que se tirem "lições" do ocorrido para aplicá-las em incidentes futuros.
A empresa confirmou no final da segunda-feira que os problemas de telefone, internet, televisão e rádio estavam afetando áreas remotas dependentes de uma conexão via satélite, como Qaanaaq, Ittoqqqortoormiit e Tasiilaq, devido à sua dependência de instalações localizadas na cidade de Maspalomas, nas Ilhas Canárias.
"Gran Canaria foi escolhida porque o clima é estável, está perto do satélite e há acesso a uma grande quantidade de dados", disse a empresa em uma nota na qual tentou explicar o efeito dominó que começou na ilha espanhola e terminou na Groenlândia, um território autônomo dependente da Dinamarca.
Maspalomas recebe dados de cabos terrestres e submarinos que são fundamentais para enviar as informações que algumas localidades da Groenlândia podem receber por satélite e, de acordo com a Tusass, alguns dos equipamentos dessas instalações pararam de funcionar durante o apagão. Os problemas duraram das 18h30 de segunda-feira até as 00h36 de terça-feira.
O diretor de operações da empresa, Jonas Hasselriis, envolvido na resposta à crise, explicou que "para garantir o melhor serviço possível para a Groenlândia", a Tusass também depende de redes internacionais e, "em raras ocasiões", o sistema de comunicações pode ser afetado por incidentes como os ocorridos na segunda-feira na Península Ibérica.
"Levamos nosso trabalho para garantir o fornecimento muito a sério e estamos analisando o incidente com o devido cuidado", acrescentou, confiante de que seria capaz de aplicar "em trabalhos futuros" o que havia aprendido nas últimas horas.
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