MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -
GRIPEXPERT, o comitê permanente sobre influenza na Espanha, defendeu a necessidade de reforçar o uso de vacinas com maior imunogenicidade contra a gripe na população com mais de 60 anos de idade.
Segundo o Comitê, essa recomendação se baseia na crescente evidência científica que demonstra a maior eficácia dessas vacinas na prevenção de formas graves da doença, reduzindo as hospitalizações e evitando mortes nos grupos mais vulneráveis.
Assim, durante a última reunião do comitê, seus membros alertaram sobre os efeitos menos conhecidos, mas clinicamente relevantes, da gripe em idosos, como eventos cardiovasculares, comprometimento funcional ou perda de autonomia após a hospitalização. "A gripe não é apenas um problema respiratório; seu impacto vai muito além disso", alertou um dos especialistas.
Um dos principais pontos abordados foi a implementação desigual de vacinas aprimoradas em todo o país. Enquanto comunidades como Madri, Castilla y León e as Ilhas Baleares já as administram a toda a população acima de 60 anos, outras regiões mantêm taxas mais baixas de uso, "gerando desigualdades evitáveis na proteção contra o vírus", apontam.
Embora o GRIPEXPERT assegure que o uso generalizado dessas vacinas é apoiado pela experiência internacional - com recomendações claras em países como Reino Unido, França, Itália, Estados Unidos e Canadá - os especialistas apontam para a necessidade de uma estratégia nacional "mais clara e coesa".
O GRIPEXPERT defende que as políticas de vacinação devem ser acompanhadas por planos estruturados de prevenção e cuidados que abordem tanto a imunização quanto o controle clínico da gripe. Nesse sentido, propõe a compilação e a sistematização das diferentes estratégias desenvolvidas pelas comunidades autônomas para melhorar a cobertura, desde campanhas locais até modelos mais flexíveis de acesso à vacinação.
Também alertou sobre a baixa adesão do pessoal de saúde à vacinação, um problema que, de acordo com vários especialistas, "tem consequências diretas na percepção pública e na aceitação da vacinação". Para reverter essa situação, propõe-se o envolvimento mais ativo das associações profissionais e das sociedades científicas, bem como a melhoria do treinamento contínuo dos profissionais de saúde.
O comitê também enfatizou a necessidade de fortalecer a comunicação pública sobre a importância da vacinação, combatendo mensagens confusas e melhorando a coordenação entre as administrações. O comitê também insiste em facilitar o acesso, ampliando os pontos de vacinação e os horários de funcionamento e removendo barreiras, como as consultas obrigatórias.
O GRIPEXPERT enfatiza que continuará a trabalhar em propostas para avançar em direção a uma estratégia nacional "eficaz e equitativa" contra a gripe, adaptada aos desafios atuais da saúde pública.
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