MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
O GRIPEXPERT, o comitê permanente sobre a gripe na Espanha, advertiu durante sua última reunião que a Espanha deve se preparar para o "risco crescente" de uma pandemia de gripe aviária, ao mesmo tempo em que destacou que a vigilância ativa e a antecipação são "fundamentais" nesse sentido.
O comitê também pediu uma estratégia nacional de prevenção, incluindo um plano de estoque de vacinas e protocolos de isolamento no caso de surtos em humanos. "Países como o Canadá e a Finlândia já embarcaram nesse caminho, e a Espanha não pode ficar para trás", acrescentou.
Por outro lado, a GRIPEXPERT fez um balanço da atual campanha contra a gripe. Assim, considera que, embora em comunidades como Castilla y León e Madri a incidência tenha sido relativamente baixa e sem uma sobrecarga institucional significativa, a Catalunha registrou uma temporada com picos "particularmente altos" e "um forte impacto nos departamentos de emergência, confirmando a variabilidade que a epidemiologia da gripe pode ter entre diferentes comunidades".
Nesse sentido, o GRIPEXPERT destacou que a cobertura de vacinação "ainda é insuficiente". "Na população com mais de 65 anos, as metas estabelecidas pela OMS (66,96%) são quase atingidas, mas em grupos-chave, como mulheres grávidas (55,26%) e profissionais de saúde (41,89%), os níveis estão abaixo dos recomendados", disse ele.
Ele também acredita que a vacinação conjunta com a Covid-19 gerou "uma certa quantidade de rejeição", o que, em sua opinião, "também afetou a cobertura geral". Os especialistas são a favor da implementação de incentivos e da facilitação do acesso, propondo medidas como a ampliação do horário de funcionamento ou a vacinação sem agendamento prévio.
Eles também enfatizam a necessidade de envolver sociedades científicas, associações profissionais e centros educacionais para promover a vacinação em várias frentes, incluindo a vacinação infantil.
VACINAS APRIMORADAS
Outra recomendação foi o uso de vacinas com imunogenicidade aprimorada em pessoas com mais de 60 anos de idade, especialmente aquelas com patologias crônicas. Essas vacinas, destacam, já recomendadas em países como Reino Unido, Alemanha e Canadá, "melhoram a proteção e ajudam a reduzir as hospitalizações, aliviando a pressão sobre o sistema de saúde".
Embora já estejam sendo usadas em algumas comunidades autônomas espanholas, o comitê defende a ampliação de seu uso "de forma mais homogênea", embora lembre que a vacinação com a vacina padrão continua sendo essencial se as melhoradas não estiverem disponíveis.
Por fim, os especialistas insistem na necessidade de um modelo nacional "coordenado e ágil" para a compra e distribuição de vacinas, promovendo acordos-quadro plurianuais que garantam o acesso antecipado e equitativo em todo o país. "A preparação para a pandemia não pode esperar", acrescentam.
Por fim, o comitê solicitou ao Ministério da Saúde que acelere a aprovação do novo Plano Nacional de Pandemia, que já está em desenvolvimento, e garante que "a conscientização, tanto da população quanto dos profissionais de saúde, será fundamental para enfrentar com sucesso os desafios futuros".
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