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MADRI 8 set. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Grécia destacaram que a crise em Ceuta evidencia que a gestão migratória requer uma aliança com o Marrocos, insistindo que se trata de um desafio “comum europeu e regional”.
“Os recentes acontecimentos na fronteira entre Marrocos e a Espanha, na região de Ceuta, demonstram mais uma vez que a gestão da migração é um desafio comum europeu e regional que exige uma cooperação estreita, uma proteção de fronteiras eficaz e um combate contundente contra as redes de tráfico ilícito”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Grécia, George Gerapetritis, após uma reunião com seu homólogo marroquino, Naser Burita, em Atenas.
Dessa forma, ele defendeu a parceria da União Europeia (UE) com Rabat para abordar questões como a migração. “Estamos convencidos de que essa aliança entre a UE e o Marrocos, especialmente nas áreas de conectividade digital, energias renováveis e gestão da migração, contribuirá para enfrentar de forma eficaz os desafios regionais e internacionais comuns”, destacou.
Gerapetritis também destacou a cooperação em matéria de energia verde, ressaltando que o acordo assinado em 2022 “sublinha a importância que o Marrocos atribui à transição ecológica e à proteção do meio ambiente”.
REITERA APOIO AO PLANO MARROQUINO PARA O SAHARA OCIDENTAL
Durante a reunião, ambos os ministros puderam abordar diversos assuntos, entre eles a situação do Saara Ocidental, questão em que Atenas pediu que se encontrasse uma saída para o problema por meio de um “processo político”, apontando especificamente o plano de autonomia apresentado por Rabat como uma “solução mais viável”.
“Consideramos que a proposta de autonomia constitui uma contribuição séria e credível para o processo em andamento nas Nações Unidas e poderia ser a solução mais viável”, afirmou o ministro, que indicou que a Grécia, que ocupa a presidência do Conselho de Segurança da ONU, “voltará a contribuir no próximo mês para a elaboração da resolução correspondente”.
Dessa forma, ele insistiu para que as partes iniciem conversações “sem condições prévias” e “apresentem ideias que contribuam para alcançar uma solução definitiva e mutuamente aceitável”.
Gerapetritis ressaltou o apoio aos esforços do enviado pessoal do Secretário-Geral da ONU, Staffan de Mistura, para conduzir negociações com base nesse plano “com o objetivo de encontrar uma solução justa, duradoura e mutuamente aceitável”.
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