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MADRID, 17 set. (Portaltic/EP) -
Os responsáveis pelo GrapheneOS acusaram o Google de limitar o acesso aos recursos e patches de segurança que vêm com o Android 17 QPR1 para os dispositivos Pixel, deixando de fora os fabricantes de equipamentos que utilizam seu sistema operacional e os desenvolvedores que trabalham com o Android Open Source Project (AOSP).
O Google distribuiu nesta semana o Android 17 QPR1, uma atualização trimestral com melhorias e correções, juntamente com o Pixel Drop de setembro, que traz novos recursos para os smartphones Pixel.
O problema, conforme apontado pela GrapheneOS, é que o Google reteve algumas dessas correções e melhorias, que só chegarão a outros fabricantes de dispositivos Android e desenvolvedores na atualização QPR2, em dezembro.
“O Android 17 QPR1 é a primeira versão desde o Android Honeycomb (3.x) que incorpora novas APIs para desenvolvedores de aplicativos sem ter sido publicada no Projeto de Código Aberto do Android (AOSP). Atualmente, essas novas APIs são exclusivas do Pixel OS e não estão disponíveis para outros fabricantes de dispositivos Android”, afirmaram em uma publicação compartilhada no Mastodon.
Isso se deve à mudança que o Google introduziu no ano passado com o Android 16 para o lançamento de versões intermediárias — que são publicadas trimestralmente entre uma versão principal do Android e a seguinte. Isso significa que as versões QPR1 e QPR3 são exclusivas do Pixel, uma vez que não incluem as APIs padrão e os patches contidos no código do AOSP.
Na visão do GrapheneOS, essa decisão do Google deixa os dispositivos que não são Pixel vulneráveis por meses, já que não têm acesso aos patches adicionais para componentes padrão do Android.
Diante da postura do Google, a equipe do GrapheneOS afirma que “pode distribuí-los antes [de dezembro] por meio de engenharia reversa do código”. De fato, explicam que já tiveram acesso à versão prévia do Android 17 QPR1, o que lhes permitiu adaptar seu código, mas não têm permissão para publicá-lo.
Atualmente, estão trabalhando na “retrocompatibilidade do firmware, dos drivers do kernel, dos drivers do espaço do usuário e das HALs do Pixel, do Android 17 QPR1 ao Android 17”.
No entanto, esperam que a colaboração que mantêm com a Motorola melhore a situação com os aparelhos dessa marca, já que “terão o firmware e o código do driver oficiais”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático