Publicado 06/08/2026 05:30

O governo recomenda que se mantenham os óculos certificados “em todos os momentos” durante o eclipse e que se cuide das crianças e d

A Celetesch fabrica óculos homologados para eclipses, em 23 de julho de 2026, em L'Hospitalet de Llobregat, Barcelona, Catalunha (Espanha). A “tríade de eclipses” (também chamada de Tríade Ibérica de Eclipses) é a sequência excepcional de três eclipses so
David Zorrakino - Europa Press

MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -

O governo lembrou que o eclipse solar de 12 de agosto deve ser observado com óculos certificados e recomendou mantê-los colocados “em todos os momentos”, bem como supervisionar especialmente crianças e idosos, “que podem retirar acidentalmente a proteção”.

Foi o que destacou o Ministério dos Direitos Sociais, do Consumo e da Agenda 2030 em uma série de recomendações, publicadas nesta quinta-feira em relação ao eclipse solar que poderá ser observado na Espanha no próximo dia 12 de agosto, com o objetivo de garantir a segurança dos consumidores e lembrar à população a importância de adotar as medidas de proteção adequadas para apreciar esse fenômeno com total segurança.

Nesse sentido, o Ministério do Consumo alerta para a importância de observar o eclipse com óculos solares que cumpram a normatização europeia e recomenda manter os óculos colocados até que o eclipse tenha terminado completamente.

Assim, o Ministério aconselha adquirir os óculos apenas em canais oficiais, lojas especializadas ou distribuidores recomendados por entidades científicas; manter os óculos colocados durante toda a fase parcial do eclipse, antes e depois da totalidade; e não utilizar dispositivos ópticos (câmeras, binóculos, telescópios) com óculos de eclipse, pois eles exigem filtros solares específicos para instrumentação.

Mesmo que se perceba uma visão mais reduzida do que o desejável, o Ministério do Consumo garante que “é preciso sempre manter os óculos para olhar diretamente para o Sol”. Além disso, os óculos para observação direta do Sol são considerados Equipamentos de Proteção Individual destinados a evitar danos oculares; por isso, devem cumprir tanto a normatização europeia, que regula de forma geral os equipamentos de proteção, quanto a normatização específica relativa à proteção dos olhos e do rosto.

Dessa forma, apenas são consideradas seguras para a observação direta do Sol os óculos que cumpram a norma internacional ISO e, além disso, tenham sido submetidos a um Exame da UE, incluam uma Declaração de Conformidade da UE e possuam a marcação CE.

OS ÓCULOS PARA ECLIPSE SÃO EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Nesse sentido, o Ministério ressalta que os óculos para eclipse são Equipamentos de Proteção Individual (EPI) da Categoria II, o que implica que devem ser submetidos a um Exame da UE, devem incluir uma Declaração de Conformidade da UE e ostentar a marcação CE.

Somente os óculos que cumprirem a norma internacional ISO, adotada na Espanha como UNE EN ISO, são considerados seguros para a observação solar direta. Essa norma estabelece os requisitos de segurança fotobiológica, qualidade do filtro e resistência do material. A única certificação válida é a ISO 12312-2:2015.

Além disso, lembre-se de que nenhum dos seguintes itens protege adequadamente a visão: óculos de sol convencionais; radiografias, CDs/DVDs, vidros escuros ou filtros caseiros; óculos 3D de cinema ou lentes escuras sem certificação.

“Verificar se os óculos que serão usados para observar o eclipse atendem a esses requisitos e não apresentam defeitos visíveis evitará possíveis danos oculares graves e irreversíveis, como queimaduras na retina, perda de acuidade visual ou pontos cegos permanentes, que seriam causados pela observação direta do Sol sem a proteção adequada, mesmo que ele esteja parcialmente coberto durante o eclipse”, ressalta a Consumo.

CAMPANHA ESPECIAL DE VIGILÂNCIA

Diante do aumento exponencial na compra de óculos destinados à observação direta do Sol, tanto no comércio eletrônico quanto no varejo físico, o Ministério do Consumo coordenou uma campanha de vigilância do mercado, realizada em colaboração com as autoridades competentes das comunidades autônomas, para garantir que esse produto esteja em conformidade com a legislação aplicável em matéria de segurança e informação.

A Direção-Geral do Consumo (DGC), por meio de sua competência coordenadora nas ações de vigilância do mercado, impulsionou essa ação de controle, na qual colaboraram os governos de La Rioja, Comunidade de Madri, Ilhas Baleares, Comunidade Valenciana, Região de Múrcia, Aragão, Galícia e Castela e Leão, além do Instituto Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho (INSST), vinculado ao Ministério do Trabalho e da Economia Social, e do Centro de Pesquisa e Controle de Qualidade (CICC), subordinado à DGC.

Os resultados desse trabalho de análise concluíram que os óculos comercializados “apresentam um elevado grau de conformidade em relação à segurança ocular, sem deficiências relevantes nos materiais, superfícies ou armações”. Também não foram detectados desvios em relação aos parâmetros exigidos pela norma no que diz respeito à transmitância dos filtros ultravioleta e infravermelho.

No entanto, constatou-se que “alguns modelos deixam passar menos luz do que o recomendado, mas isso não implica nenhum risco, desde que a pessoa que use esses modelos de óculos não os tire ao observar o eclipse”.

Da mesma forma, foram identificadas falhas na documentação e nas informações de alguns modelos, mas, igualmente, “elas não representam risco para os usuários”.

Concluída a fase de análise das amostras, a Consumo destaca que cabe às autoridades das comunidades autônomas adotar medidas destinadas a corrigir as não conformidades detectadas, a fim de garantir a proteção dos consumidores.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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