Publicado 24/02/2026 20:52

O governo do Uruguai declara emergência sanitária nacional devido à gripe aviária de "alta patogenicidade".

Archivo - Arquivo - 5 de janeiro de 2025: Imagem ilustrativa: um trabalhador com traje de biossegurança segura uma galinha como exemplo das medidas preventivas tomadas durante surtos de gripe aviária em granjas avícolas. O surto em uma granja de Iwate lev
Europa Press/Contacto/Shutterstock - Arquivo

MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) - O Governo do Uruguai declarou nesta terça-feira a emergência sanitária nacional após ter detectado casos de gripe aviária de “alta patogenicidade” em espécies selvagens nos departamentos de Maldonado, Rocha e Canelones, que ocupam a linha costeira uruguaia entre Montevidéu e o Brasil.

“O Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca, por meio da Direção Geral de Serviços Pecuários (DGSG), decidiu declarar emergência sanitária em todo o território nacional diante da descoberta da gripe aviária de alta patogenicidade H5 em espécies selvagens nos departamentos de Maldonado, Rocha e Canelones”, diz o comunicado emitido pelo ministério, que baseia a decisão em um relatório técnico da Divisão de Saúde Animal. Em virtude da emergência sanitária, o Ministério determinou “restringir todos os movimentos dentro do território nacional” de aves de quintal — criadas de forma doméstica, principalmente para autoconsumo — e que não são controladas pelo Sistema de Monitoramento Avícola.

Além disso, a medida obriga que as aves que geralmente são de quintal e criadas ao ar livre sejam “alojadas em instalações fechadas e cobertas” e também suspende “feiras, exposições e eventos relacionados à espécie aviária, como medida preventiva para reduzir o risco de disseminação do vírus no território nacional”.

O Ministério aproveitou a divulgação da declaração de emergência sanitária para lembrar aos produtores e à população em geral “a importância de extremar as medidas de biossegurança, evitar o contato com aves doentes ou mortas e notificar qualquer suspeita aos canais oficiais, a fim de contribuir para a prevenção e o controle da doença”.

De fato, aprofundou-se nesse sentido com outro comunicado divulgado nas redes sociais em que, embora tenha lembrado que “essa doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos”, recomendou aos produtores avícolas que tomem medidas como “evitar a entrada de pessoas” em suas instalações, “desinfetar rigorosamente os materiais de trabalho, instalações e veículos”, manter uma “limpeza rigorosa do calçado” e “usar roupas exclusivas para trabalhar com aves”, entre outras medidas.

Nesse sentido, o ministério pediu aos profissionais do setor que, diante de qualquer suspeita, não manuseiem nem transportem aves afetadas, que usem proteção individual, como máscaras, luvas ou óculos, e que entrem em contato “imediatamente” com os escritórios do Ministério de sua região para informar sobre a situação em suas instalações.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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