Publicado 29/08/2026 12:51

O governo do Nepal solicita ajuda internacional após a enchente, além da mobilização da China e da Índia

Operações de resgate após a enchente no Nepal
NDRRMA DE NEPAL

MADRID 29 ago. (EUROPA PRESS) -

O governo do Nepal destacou que a China e a Índia já estão colaborando com as autoridades na resposta à grave enchente que, na última quarta-feira, devastou a bacia do rio Bhotekoshi, na fronteira com a China, enquanto outros países, como o Japão e a Austrália, já fizeram doações após a catástrofe, que, até o momento, já causou 675 mortes, segundo o último balanço oficial.

“O nível de devastação é muito grande. Esperamos que haja ajuda internacional para a recuperação e a reconstrução”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shishir Janal, em coletiva de imprensa em Katmandu. “Temos pouca capacidade, por isso solicitamos apoio a governos estrangeiros” para que forneçam câmaras frigoríficas, equipamentos forenses e outros materiais especializados, destacou.

Janal explicou que estão até mesmo considerando a convocação de uma conferência internacional para arrecadar fundos e alertou que ainda é cedo para avaliar a extensão do desastre.

O ministro manteve, neste sábado, uma conversa por telefone com seu homólogo chinês, Wang Yi, com quem discutiu os trabalhos de busca e distribuição de ajuda, informou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.

O país precisa de “vários bilhões de dólares” para se recuperar, indicou, por sua vez, o ministro das Finanças, Swarnim Wagle, em entrevista à Bloomberg.

Até o momento, o governo criou um Fundo de Ajuda a Desastres que arrecadou, até agora, mais de 5 bilhões de rúpias nepalesas — cerca de 28,2 milhões de euros — em doações provenientes do próprio Nepal e do exterior.

Um total de 675 pessoas morreram e 2.498 continuam desaparecidas após a enchente, de acordo com o último balanço da Autoridade Nacional para a Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRRMA) do Nepal. As autoridades chinesas, por sua vez, confirmaram sete mortos e 554 pessoas desaparecidas no Tibete, o que eleva o número provisório de mortos para 682 e o de desaparecidos para mais de 3.000.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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