Publicado 29/07/2026 09:45

O Governo da Espanha e o BEI promovem um investimento de até 1.000 milhões para construir o TMT em La Palma

O Ministério da Ciência contribuirá com 400 milhões e o restante, em parcelas de 300 milhões, será coberto pelo BEI e pelo ICO

Archivo - Arquivo - A ministra da Ciência, Inovação e Universidades, Diana Morant, preside a cerimônia institucional de assinatura dos contratos de gestão dos três novos Centros de Incubação de Negócios da Agência Espacial Europeia (ESA-BIC), que ficarão
Carlos Luján - Europa Press - Arquivo

SANTA CRUZ DE TENERIFE, 29 jul. (EUROPA PRESS) -

O Governo da Espanha e o Banco Europeu de Investimentos (BEI) elaboraram um plano financeiro que permitiria mobilizar até 1.000 milhões de euros para a construção do Telescópio de Trinta Metros (TMT) no Observatório do Roque de los Muchachos, em La Palma, o que permitiria que o país abrigasse o maior telescópio óptico e infravermelho do hemisfério norte.

A proposta financeira, condicionada à escolha de La Palma como sede do TMT pelo consórcio internacional, prevê um investimento de 400 milhões de euros por parte do Ministério da Ciência, Inovação e Universidades (MICIU) por meio do Centro para o Desenvolvimento Tecnológico e a Inovação (CDTI), enquanto os outros 300 milhões proviriam de um empréstimo do BEI, sujeito à conclusão satisfatória dos processos de avaliação técnica, financeira e jurídica e à aprovação de seus órgãos de governança.

Além disso, o Instituto de Crédito Oficial (ICO) também avalia uma possível participação de até 300 milhões de euros adicionais, que seria articulada em condições equivalentes às do BEI.

Essa participação está sujeita à definição final da estrutura do projeto, à comprovação de sua viabilidade financeira, à conclusão satisfatória dos respectivos processos de análise e “due diligence” e à aprovação dos órgãos competentes do Instituto.

Da mesma forma, o Estado também poderia apoiar o projeto por meio da cobertura da Cesce, igualmente sujeita à aprovação dos órgãos competentes, detalha o ministério em um comunicado.

A documentação elaborada prevê, além disso, que o BEI possa estudar uma participação adicional por meio de mecanismos de financiamento intermediado ou garantias, desde que sejam cumpridas as condições estabelecidas para tal.

Essa abordagem torna a candidatura espanhola uma das propostas financeiramente mais sólidas apresentadas até o momento.

O modelo, desenvolvido em conjunto pelo CDTI e pelo BEI, conclui que a estrutura projetada é capaz de sustentar tanto a construção do telescópio quanto sua operação científica por mais de cinquenta anos.

GARANTIA DE SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA

A proposta representa “um passo à frente” em relação ao anúncio feito no ano passado pela ministra da Ciência, Inovação e Universidades, Diana Morant, quando o Executivo comunicou ao consórcio internacional sua disposição de contribuir com 400 milhões de euros por meio do CDTI, condicionados à escolha de La Palma como local do projeto, ressaltam no ministério.

Assim, após um ano de trabalho conjunto entre o MICIU, o CDTI, o Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), o BEI, o ICO e o consórcio internacional do TMT, essa proposta inicial se transformou em uma “arquitetura financeira completa” que dota o projeto da capacidade econômica necessária para viabilizar tanto sua construção quanto sua sustentabilidade a longo prazo, afirma o comunicado.

Além do componente financeiro, a Espanha apresentou uma proposta integral baseada na excelência científica do Observatório do Roque de los Muchachos, no elevado grau de preparação técnica — com licenças, estudos e projetos de engenharia já concluídos — e em um modelo de governança estável que garante a participação e os direitos de todos os membros do consórcio internacional durante toda a vida útil do projeto.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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