Europa Press/Contacto/Sebastian Marmolejo
MADRID 10 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo da Colômbia denunciou nesta segunda-feira supostas “tentativas de desacreditar sua gestão” em relação ao terremoto de magnitude 7,4 na escala de Richter registrado no noroeste do país, que deixou mais de uma centena de mortos, e atribuiu esses fatos a “setores” do governo do ex-presidente Gustavo Petro.
“O Governo nacional tem conhecimento de ações sistemáticas promovidas por setores do governo anterior com o objetivo de desacreditar o novo Governo perante organismos internacionais, incluindo instâncias judiciais”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado divulgado nas redes sociais, no qual denunciou “tentativas de desacreditar sua gestão e de minar a decisão do povo colombiano”.
O Ministério das Relações Exteriores vê nesses fatos “o mesmo padrão de alegações infundadas que a oposição utilizou para questionar os resultados da última eleição e que perseguem o mesmo objetivo: deslegitimar a decisão soberana do povo colombiano e o governo que ele elegeu”.
“Confiamos que tais órgãos ajam com a independência, objetividade e rigor que correspondem aos seus mandatos, e que não se deixem instrumentalizar para fins políticos internos”, destacou em seu comunicado o Ministério liderado por Omar Bula, antes de assegurar que o Executivo de Abelardo de la Espriella continuará focado em “cumprir seus compromissos com os colombianos e atender às necessidades mais urgentes do país”.
Este “não desviará seus esforços nem se envolverá em dinâmicas de confronto que o distraiam do mandato democrático que lhe foi conferido pelo povo colombiano”, acrescentou.
O Executivo apontou para “setores” ligados ao ex-presidente Gustavo Petro, que nesta segunda-feira manifestou sua “solidariedade” a todos os afetados e exigiu que as autoridades garantam “uma resposta imediata, coordenada e humana” e que não haja “esquecidos nem cidadãos de segunda classe”.
“O Estado deve chegar primeiro àqueles que mais precisam. Toda a capacidade do Estado deve ser colocada a serviço do povo. Ninguém pode ficar para trás”, insistiu.
De la Espriella declarou a situação de “desastre nacional” devido a um terremoto que, até o momento, deixou mais de uma centena de mortos e quase 90 feridos, além de 1.500 residências afetadas, 37 delas completamente destruídas.
O epicentro do terremoto, registrado por volta das 7h34 (hora local), localizou-se a cinco quilômetros a leste de San José del Palmar e atingiu uma profundidade de 107 quilômetros, conforme informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) em um relatório preliminar.
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