Publicado 07/04/2026 11:47

O governo cria um Comitê de Gestão de Riscos Zoonóticos para melhorar a detecção precoce e a resposta a ameaças

Archivo - Arquivo - Veterinária tratando um cão.
RAZYPH - Arquivo

MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -

Os Ministérios da Saúde, da Agricultura, Pesca e Alimentação e da Transição Ecológica e Desafio Demográfico assinaram um acordo de colaboração que criou um Comitê de Gestão de Riscos Zoonóticos com o objetivo de melhorar a detecção precoce e a resposta a ameaças sanitárias emergentes.

Segundo o governo, este acordo reforça a coordenação no combate às zoonoses com uma abordagem “One Health” (Uma única saúde), que está em consonância com outras iniciativas internacionais, como a Aliança Quadripartida, composta pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pela Organização Mundial de Saúde Animal (OOSA) e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Dessa forma, atende-se à necessidade de abordar os riscos sanitários a partir de uma perspectiva integral que leve em conta a inter-relação entre a saúde humana, animal e ambiental. Isso no que diz respeito às zoonoses, que são doenças infecciosas transmitidas entre animais e seres humanos, e cuja prevenção e controle exigem uma abordagem coordenada entre os setores sanitário, veterinário e ambiental.

Com base nesse entendimento, enfatiza-se o trabalho em equipe entre as redes de vigilância em saúde pública e o sistema de alerta sanitário veterinário, com o objetivo principal de otimizar a detecção precoce e a gestão de riscos zoonóticos, sem interferir nos sistemas já existentes.

AÇÕES CONJUNTAS EM SITUAÇÕES DE RISCO

Assim, aposta-se na melhoria da comunicação intersetorial, no impulso à pesquisa e na coordenação dos laboratórios de referência, bem como na definição de ações conjuntas diante de situações de risco. Enquanto isso, a União Europeia (UE) desenvolveu iniciativas para responder às recentes crises sanitárias e aos desafios que os sistemas de saúde enfrentam, integrando a abordagem de “Uma única saúde” na construção de uma “União Europeia da Saúde”.

Aprofundando a questão do novo Comitê, que atuará como órgão de coordenação entre os três setores, o Executivo destacou que este permitirá compartilhar informações estratégicas entre as Administrações; coordenar ações diante de alertas sanitários; impulsionar planos conjuntos de prevenção, vigilância e controle; e propor melhorias normativas e estratégias de comunicação.

Quanto à sua composição, esta será composta por membros das Direções-Gerais dos três Ministérios e poderá incorporar outras instituições, representantes regionais e especialistas em matérias específicas. Com isso, consolida-se o compromisso com a prevenção de doenças zoonóticas e a proteção da saúde pública a partir de uma perspectiva integral que inclua sua inter-relação com o meio ambiente.

Por fim, o Governo destacou que esse marco permitirá adaptar as ações à evolução dos riscos e facilitará a atualização de estratégias e políticas públicas em coordenação com as Administrações das comunidades autônomas e organismos internacionais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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