Edu Botella - Europa Press - Arquivo
MADRID 24 jul. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira que foi formalmente constituído o Grupo de Trabalho sobre Vulnerabilidades e Mudança Climática, uma iniciativa promovida pelo Observatório de Saúde e Mudança Climática que visa fortalecer a análise e a resposta institucional aos impactos diferenciados da mudança climática na saúde pública.
O grupo é liderado pelo Ministério dos Direitos Sociais, Consumo e Agenda 2030 e conta com a participação dos Ministérios da Saúde, Transição Ecológica e Desafio Demográfico, e Ciência, Inovação e Universidades, por meio do Instituto de Saúde Carlos III. Além disso, também participam organizações do terceiro setor e entidades ligadas ao atendimento de grupos vulneráveis, como idosos, deficientes, pessoas dependentes, crianças e pessoas em risco de exclusão social.
Durante a reunião constitutiva, foi destacada a importância de analisar em profundidade como os efeitos da crise climática - especialmente fenômenos como ondas de calor - têm um impacto desigual em diferentes setores da população e como os fatores de vulnerabilidade determinam tanto a exposição a esses riscos quanto suas repercussões na saúde.
De acordo com o Departamento de Saúde, entre os principais fatores identificados está a idade, com um impacto particular nas pessoas com mais de 65 anos e, ainda mais acentuadamente, nas pessoas com mais de 85 anos, devido à sua menor capacidade fisiológica de adaptação a mudanças extremas de temperatura e à possível presença de doenças associadas.
A primeira infância também está incluída, especialmente em bebês e crianças com menos de quatro anos de idade, cujo sistema termorregulador ainda não está totalmente desenvolvido, o que aumenta sua vulnerabilidade a fenômenos como o calor extremo.
A situação socioeconômica é outro fator importante: baixa renda, pobreza energética e falta de acesso a moradia adequada reduzem as possibilidades de proteção contra condições ambientais adversas. Outros fatores identificados incluem a exposição ao ar livre no trabalho, doenças crônicas, distúrbios de saúde mental e isolamento ou solidão indesejados.
APRIMORAMENTO DA COMUNICAÇÃO PREVENTIVA
O grupo de trabalho promoverá um conjunto de ações destinadas a fortalecer a capacidade de resposta institucional aos efeitos da crise climática sobre a saúde, com foco específico na equidade.
Em primeiro lugar, será promovido o aprimoramento da comunicação preventiva, por meio da elaboração de mensagens claras, acessíveis e culturalmente adaptadas para diferentes perfis de vulnerabilidade, incluindo formatos que possam ser compreendidos por idosos, pessoas com deficiência ou pessoas com barreiras linguísticas.
Ao mesmo tempo, trabalhar-se-á na implementação de mecanismos para garantir a acessibilidade universal à informação, tanto do ponto de vista físico quanto cognitivo e tecnológico, favorecendo a chegada das mensagens àqueles que enfrentam maiores dificuldades de acesso. Outro eixo será o fortalecimento da coordenação entre administrações públicas, serviços sociais, entidades de saúde e organizações do terceiro setor, a fim de articular respostas integradas e eficazes aos riscos climáticos.
Também promoverá o treinamento e a capacitação do pessoal que trabalha diretamente com pessoas em situação de vulnerabilidade - seja em centros sociais e de saúde, serviços comunitários ou de emergência - com o objetivo de fornecer ferramentas práticas para reconhecer sinais de risco, agir rapidamente e gerar ambientes mais seguros e protetores. Além disso, o grupo reunirá propostas para orientar a elaboração de políticas públicas que garantam uma adaptação climática justa.
ENTIDADES PARTICIPANTES DA REUNIÃO CONSTITUTIVA
O Grupo de Trabalho sobre Vulnerabilidades e Mudanças Climáticas é composto pelas seguintes entidades: Direção Geral do IMSERSO; Direção Geral de Pessoas com Deficiência; Comissariado de Saúde Mental; Direção Geral de Diversidade Familiar e Serviços Sociais; Direção Geral de Direitos dos Animais; Instituto de Saúde Carlos III; Plataforma do Terceiro Setor; Associação Espanhola de Pediatria; Save The Children; Plataforma de Idosos e Pensionistas; ACCEM; Federação da Rede Acoge; CERMI; Cruz Vermelha; Cáritas Espanhola; Rede de Madri para a Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social; Provivienda e Hogar Sí.
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