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MADRID 19 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo da República Democrática do Congo e as milícias do Movimento 23 de Março (M23) assinaram no sábado uma declaração de princípios com o objetivo de conseguir a cessação das hostilidades no leste do país africano, cenário de meses de combates que provocaram o êxodo constante da população e um número de vítimas que ainda é impossível determinar com exatidão.
O texto foi assinado após semanas de negociações na capital do Catar, Doha, no que é o segundo documento formal assinado entre os dois lados, após a declaração conjunta de 22 de abril, na qual Kinshasa e as milícias, juntamente com sua ala política, a Aliança do Rio Congo, se comprometeram a "trabalhar para a conclusão de uma trégua".
Essas conversações foram uma continuação do processo diplomático iniciado em Washington, que incluiu uma primeira declaração de princípios assinada em abril entre a RDC e Ruanda para tratar da dimensão internacional do conflito - o governo congolês acusa o governo ruandês de financiar o M23, algo que as autoridades do país vizinho negam - seguido, em 27 de junho, por um acordo bilateral entre Kinshasa e Kigali, mediado pelos Estados Unidos.
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