MADRID 12 jun. (Portaltic/EP) -
O Google está considerando trabalhar com a Samsung para que ela participe da fabricação de seus próximos processadores de inteligência artificial (IA), cujo nome de código é “Icefish”, com o objetivo de diversificar sua produção com a TSMC diante das dificuldades de escassez que o setor enfrenta.
Atualmente, a gigante tecnológica fabrica seus processadores TPU (Tensor Processing Unit) em parceria com a empresa especializada Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC); no entanto, além da crise de memória RAM, o setor tecnológico também está enfrentando escassez e aumentos de preço para os processadores.
Diante dessa situação, o Google está buscando novos parceiros para impulsionar a produção de seus próximos processadores de IA, aos quais se refere pelo codinome “Icefish”, e está em negociações com a Samsung para que ela realize parte do processo de fabricação.
Foi o que divulgou o The Information com base em declarações de fontes ligadas à empresa, que esclareceram que o Google pretende manter parte da fabricação com a TSMC, que ficará responsável pela parte computacional principal da TPU, mas utilizará a fabricação da Samsung para um componente específico que conecta o processador à memória, por meio de um processo de fabricação de 2 nanômetros.
É importante levar em conta que o Google ainda está desenvolvendo seu novo processador de IA, em um processo no qual a MediaTek também está participando. Assim que a fase de desenvolvimento for concluída, espera-se que o Icefish entre em produção até 2028, conforme indicado pelo referido meio de comunicação.
Nesse contexto, se o Google fechar o acordo com a Samsung, deixará de depender exclusivamente da TSMC e poderá impulsionar o processo de produção, apesar das dificuldades que o setor enfrenta, em parte devido à alta demanda por componentes para IA.
Vale lembrar que as TPUs do Google chegaram no ano passado à sétima geração com o Ironwood, que estão disponíveis de forma geral desde novembro de 2025 como parte das novidades do Google Cloud.
Esses aceleradores de IA são otimizados para o treinamento e a inferência de grandes modelos, com um desempenho máximo dez vezes superior ao das TPU v5p e um desempenho por chip mais de quatro vezes superior tanto para cargas de trabalho de treinamento quanto de inferência em comparação com as TPU v6e (Trillium).
Além disso, em abril deste ano, também foi divulgado que a empresa de tecnologia estava mantendo conversações com a fabricante de semicondutores Marvell Technology para a fabricação de dois novos chips de inteligência artificial (IA), com os quais a gigante da tecnologia buscaria atender às suas necessidades em inferência.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático